exigências para um novo começo!
Alberto R. Fioravanti.
Estamos no Natal e 2002 já chega ao fim... Esta é a ocasião apropriada
para renovar esperanças, para procurar ainda ouvir os sons dos pássaros que
cantavam nos bosques que quase não mais existem, e para agradecer a Deus por
cada um dos raios de Sol que Ele envia para nos iluminar. Esta é a época de
fazermos também um balancete de tudo o que aconteceu durante o ano e de
mentalizar como faremos para que o próximo seja um ano muito melhor. Também
devemos aproveitar este tempo para analisar as dificuldades passadas, para que
elas nos motivem a caminhar com mais firmeza; e que os problemas enfrentados
nos incentivem a procurar as soluções mais apropriadas e forças para lutar por
bons ideais, sem nunca perder a ternura que deve estar presente em todas nossas
ações! Enfim, o amor deve prevalecer sobre todas as coisas... Que as eventuais
lágrimas vertidas no passado, expressem e reflitam hoje apenas a nossa alegria
de viver e de brindar por cada momento de convívio, e por cada momento de
comunhão e de solidariedade.
O ANO DE 2002 talvez trouxe tristezas para alguns e alegrias para outros - para mim foi um ano especial, principalmente no que tange as realizações no campo do desenvolvimento socioeconômico do meu Estado do Rio de Janeiro. Chego ao Fim do Ano de 2002 com a grata sensação do dever cumprido. Não fiquei “esperando” acontecer, agi, atuei e “fiz” acontecer. Procurei fazer o melhor que pude, indo ao encontro, repartindo esperanças, semeando alegria e fraternidade. Para o futuro próximo, visualizo tempos de ALEGRIA, de ESPERANÇA e de PAZ para nossa cidade, para nosso estado e para nosso país.
O POVO brasileiro espera o milagre chamado de DESENVOLVIMENTO, ONDE TODAS AS CRIANÇAS ESTARIAM NA ESCOLA; ONDE NÃO HAVERIA MAIS MENINOS DA RUA; ONDE AS OPORTUNIDADES DE EMPREGO SERIAM TANTAS QUE NINGUÉM FICARIA NA MARGINALIDADE; ONDE OS HOSPITAIS ATENDESSEM BEM AOS ENFERMOS E QUEM AINDA FOSSE DE BAIXA RENDA NÃO FICASSE SEM ATENÇÃO OU SEM OS REMÉDIOS NECESSÁRIOS; ONDE NINGUÉM PASSARIA FOME; E QUE A JUSTIÇA DOS HOMENS FOSSE REALMENTE JUSTA! Será que isso é UTOPIA?
Sou privilegiado de viver no Município e na cidade de Campos dos Goytacazes, que possui muitos recursos, financeiros e humanos, mas ao caminhar por suas ruas, fico com o coração partido ao VER FAMÍLIAS INTEIRAS DORMINDO NAS PRAÇAS PUBLICAS OU SOB MARQUISES DE LOJAS; VER CRIANÇAS CHEIRANDO COLA; VER PESSOAS CATANDO ALIMENTO NAS LATAS DE LIXO; VER DELINQÜENTES ASSALTANDO A HONESTOS TRABALHADORES E A IDOSOS INDEFESOS; e o pior de tudo, ver a APATIA das autoridades constituídas. Será que SHOWS e ESPETÁCULOS milionários são mais importantes que setores como EDUCAÇÃO, SAUDE e HABITAÇÃO, que recebem as migalhas dos recursos?
Sou otimista por excelência, e ainda sem perder a noção da realidade, para o Brasil e para o Estado do Rio de Janeiro, vislumbro que este será um Natal de bênçãos para a população, e que com a alvorada do ANO NOVO de 2003, os nossos novos dirigentes, que assumirão o comando do Brasil e do nosso Estado, serão iluminados para que governem com justiça e promovam o desenvolvimento. “RECTE REMPUBLIAM GERERE” – gerir a coisa pública com retidão, que é o lema gravado no brasão e na bandeira do nosso Estado, servirá de fonte de inspiração para todos os nossos lideres.
No trabalho sempre me inspirei no desenvolvimento sustentável, e na justiça social, e seguindo o lema de Rotary, sempre procurei dar mais de mim que pensar em mim, e sempre na mente as seguintes palavras: "Onde há uma vontade, há um caminho. Onde há boa vontade, há muitos caminhos!”
Em
2002 venci muitas batalhas e tive muitas alegrias, entre elas trabalhar para
meu Estado do Rio de Janeiro, através do TECNorte – Parque de Alta
Tecnologia do Norte Fluminense, onde com os seus técnicos e funcionários,
logramos abrir caminhos e a forjar uma corrente sólida de boa vontade. Meu
maior presente de Natal foi ter podido terminar o ano com a consciência
tranqüila do dever cumprido, pois sem contar com recursos financeiros, mas
mobilizando parcerias com instituições locais e regionais, logramos concluir
tudo aquilo que havíamos planejado e que, antecessores, com recursos e tempo
não fizeram. Fizemos um trabalho
transparente, e às vezes penso que tudo foi apenas um SONHO - mesmo
assim sinto que uma semente de COOPERAÇÃO e de BOA-VONTADE foi semeada –
somente no futuro, ao chegar a hora da colheita, é que poderemos ser julgados
se os frutos foram bons ou não...
É TEMPO DE NATAL, e quero aproveitar este TEMPO para, em meu nome e no de toda a minha família, para desejar a todas as famílias campistas e do norte-fluminense, um NATAL, CHEIO DE ALEGRIAS E UM ANO NOVO REPLETO DE SUCESSO, AMOR E MUITA PAZ.
Artigo publicado em dezembro de 2002!
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