quarta-feira, 24 de junho de 2020


A SOLIDÃO É UMA TRISTE EXPERIÊNCIA!

Alberto R. Fioravanti.
Escrito em 24 de junho de 2020.

Eu sinto um vazio constante dentro de mim e um desejo incontrolável de preenchê-lo. Sinto um vazio dentro de mim, uma falta tão grande de algo que eu sequer sei o que é, e preciso deter esse meu vício de querer coisas que não sei o que é, essa minha eterna busca por coisas novas. Preciso mudar, crescer, amadurecer e ser menos criança. Nem eu entendo o que eu quero e o que eu preciso, parece que estou perdido nesse mundo sem ter a mínima ideia para onde ir, a única coisa que eu sei é que não posso ficar parado! Preciso agilizar, correr, ir devagar, preciso imediatamente de vida, tenho sede de vida, tenho fome de aventura, tenho desejo de ir, ir, ir, ir… até onde as minhas pernas podem me levar.

Preciso chorar mais, sorrir mais, sentir mais a vida, entender melhor o que é a vida e o que se passa dentro de cada pessoa. Necessito entender melhor as coisas, entender e esquecer tudo. Preciso de sei lá o que. Preciso viver e ir além, ir onde eu jamais imaginei que iria viver como agora e com o que o mundo pode me proporcionar, quero viver com o que o universo inteiro tem. Quero viver tudo em uma só vida.

Sinto um vazio dentro de mim desde o dia 8 de março, uma coisa que não sei como explicar, é tipo um vazio que "preenche" toda minha alma, uma coisa que parece que vai explodir a qualquer hora… é uma sensação terrível, uma vontade de fazer não sei o que. É como uma sensação de que vou vomitar tudo que tenho dentro de mim a qualquer momento. Vontade de rir ou de chorar, ou os dois ao mesmo tempo, e meu olho se enche de lágrimas do nada, assim do choro sinto como minha alma começasse a rir sozinha e eu sem saber o motivo. Pode ser sentimento acumulado, ou coisas que ainda não senti, mas que preciso sentir.

Seria um sentimento de culpa sem saber o motivo, uma vontade de nunca mais dormir, ou ir dormir e nunca mais acordar. Seria vontade de mudar de vida, sei lá, fazer algo que nunca fiz, sair sem dizer para onde vou e nunca mais voltar, deixar para trás tudo e todos que eu conheço e que poderei ser quem eu quiser.

Não sei mesmo o que está acontecendo comigo, só sei que é ruim e tenho vontade de acabar de vez com isso, e um fato muito estranho e que me deixa com tristeza de mim mesmo é o fato de eu estar expressando meu sentimento nesse texto e não ter demonstrado nada disso em meu rosto, nada disso fisicamente. Às vezes penso que só estou vivendo um sonho e que na realidade e tudo isso aqui é uma mentira que pode acabar a qualquer momento… Sem minha esposa que faleceu, sinto um vazio dentro de mim, uma coisa que não sei como explicar, é tipo um vazio que "preenche" toda minha alma, uma coisa que parece que vai explodir a qualquer hora… Pode ser sentimento acumulado, ou coisas que ainda não senti, mas preciso sentir. Às vezes penso que estou vivendo um sonho e que na verdade tudo isso aqui é uma mentira que pode acabar a qualquer momento…

Mas na verdade tudo isso que sinto é a falta da presença da minha querida esposa Anair que, repentinamente, Deus a levou para o céu e deixou em mim esse vazio enorme... Conviver com a ausência da pessoa amada e escolhida para passar o resto da vida não é nada fácil.

Lembro-me da tristeza de minha querida mãe quando meu pai faleceu. Deparo-me agora com uma grande solidão. Depois de ter passado 57 anos de convivência como casados e mais 8 anos de namoro que totalizam 65 anos de convivência, essa solidão é altamente assustadora. Infelizmente aquela pessoa amada com quem eu dividia a minha vida, as experiências, as emoções e até mesmo as funções mais comuns em nossa casa, como foi com a minha querida Anair, pelo seu falecimento já não está mais ao meu lado.

Posso não saber muita coisa na vida, mas existe uma coisa que não tenho dúvidas: meu amor por minha esposa! Tudo em mim é amor para minha esposa, e ela ainda é o foco dos meus dias e o motivo maior do brilho que carrego no olhar. ... Fomos cúmplices no amor, na vida e no que desejávamos para nosso futuro e para o dos nossos filhos, filhas, netos e netas! Assim, a solidão é triste, mas sei que Anair do céu continua me amando e não quer que a solidão faça morada na minha alma e no meu coração.



terça-feira, 16 de junho de 2020


A Você Mãe Adorada,


          No dia 16 de novembro de 2019, vim honrar a minha mãe AMELIA ROSA FIORAVANTI que há 11 anos havia nascido de verdade no dia 16 de novembro de 2008, quando o relógio marcava aproximadamente às 11 horas da manhã. Foi algo que marcou minha mente, pois naquele exato momento a TV Canção Nova, que estava ligada à sua frente, transmitia a benção do Santíssimo Sacramento, e inegavelmente minha mãe recebeu a benção no momento de sua partida. A separação dói e a saudade é um sentimento que não desaparece ainda que sabemos que um dia nos reencontraremos.

            Mamãe foi uma senhora maravilhosa que só fez o bem e, eu como filho, me orgulho disso. Mamãe certamente esta feliz ao ver que rezamos por ela com muitos de seus amigos e amigas que sabem bem como ela era para todos. Querida MÃE, ontem, hoje e sempre eu quero honrá-la como Mãe, companheira, lutadora, DEDICADA PROFESSORA DE PINTURA E PINTORA ADMIRÁVEL.

            Quando minha mãe tinha uma tela à sua frente para pintar, era seu coração que guiava suas mãos que agilmente combinava as cores e detalhava paisagens, animais, pessoas, flores ou naturezas-mortas. Hoje inúmeros quadros pintados por ela se encontram em muitas residências aqui no Brasil, na Itália, na Guatemala, e nos Estados Unidos. Ela era amante da natureza, da verdade e da justiça. Quando regava com suas mãos, as plantas germinavam fortes e as flores eram mais bonitas e perfumadas. Mamãe cuidava bem das flores.

            Sem fazer alarde, Mamãe sempre dizia que o mais importante da vida era ter tempo para cultivar uma amizade, e que era como cultivar uma flor, e isso ela fazia com grande carinho, e todos que conviveram com ela são os que podem confirmar. Mamãe foi uma pessoa criativa e sábia, mesmo nos momentos em que a enfermidade lhe impedia de fazer o que queria.

            São muitos os adjetivos que poderíamos conferir a você Mamãe. Uma antiga canção já dizia – “Amélia é que é a Mulher de Verdade”, e era isso que Papai sempre cantarolava.  Porém, a palavra que mais reflete sua personalidade e sua passagem entre nós é AMIGA, uma carinhosa amiga.

            MAMÃE você FOI uma pessoa das mais especiais – uma amiga de todos e para todas as horas – e que só procurava fazer o bem sem olhar a quem.

            Mamãe, Amiga inseparável, mãe fraterna e exemplar, avó e bisavó carinhosa e presente, você dedicou seus melhores momentos em vida à família, aos amigos e a todos que batiam a sua porta para solicitar uma ajuda. Era inegavelmente uma “boa samaritana”. Eu e nossa família nos sentimos orgulhosos de sua obstinada luta pelo bem de todos. Sem nunca ter sido política considerava ter o dever cidadão de votar, e isso sempre fez ainda que pela idade estivesse isenta. Mamãe, reconheço em você, com lágrimas e saudades, o maior exemplo de luta, na qual, ao lado de PAPAI, seu esposa, guiou nossos rumos e me deu os valores que eu pude transmitir aos meus filhos e filhas e também aos meus netos e netas.

            Sei que hoje está sendo guiada num bom caminho, onde não há espinhos, onde não há dor, mas só há luz, alegria e felicidade. E sei que você, de onde estiver com seus olhos azuis que se confundem com o celeste do céu você estará nos olhando e que sempre nos continuará guiando e iluminando.

            Mãe quando você partiu para o lar Celestial, confesso que aos meus pés faltaram o chão, pois você era o meu esteio, minha fonte de vida, minha razão de ser. Sua existência me dava segurança e me ajudava vencer os obstáculos. Sei que não perdi você porque foi levada por anjos para onde vão os justos e onde se vê Jesus, Maria Santíssima e todos os santos, e onde um dia a gente irá de novo se encontrar!

AMELIA ROSA
Mamãe, tu es uma flor
que reina no meu jardim,
mais formosa que um jasmim,
pela tua maravilhosa cor.

Quero-te com imenso amor
porque para mim tens sido
do mundo a mais querida,
e de minha vida, a mais formosa.

Amélia, mulher de verdade,
mãe de inigualável bondade.
Es a mais bela das rosas,
que com carinho Deus regou.
(Alberto R. Fioravanti)

            A vida segue, mas queremos que saiba que eu e toda sua família estaremos sempre a seu lado. Hoje, quando eu contemplo o brilho de uma estrela, quando eu observo um raio de sol, vejo neles refletido seu meigo olhar, me iluminando como a luz de um farol.

MAMÃE, que esteja em paz, nos dê a paz, e descanse em paz.
Obrigado por tudo e por todos os seus sacrifícios!

Seu filho Alberto, sua nora Anair, seus netos Luis Pierre Augusto, Alberto Filho, Alessandra Marie e Ana Rachel Christina, e bisnetas, bisnetos e amigos do coração.

(Escrito em novembro de 2019 e agora publicado no meu Blog). 

A SAUDADE MORA NA MINHA ALMA E NO MEU CORAÇÃO!!!


Não sou poeta, mas a saudade em si já é uma poesia
e motiva a poetas a escreverem maravilhas sobre ela.
Hoje a saudade saiu do coração e invadiu minha alma,
e ao projetar minha mente no tempo e no espaço me motiva
a escrever, transcrever e expressar toda a saudade que sinto.
Uma tarefa difícil, mas deixo minha mente divagar livremente.

Saudade! Que palavrinha pequena que parece tão triste.
Parece triste, mas não é! Ainda que até possa motivar lágrimas!
Com apenas sete letras escrevemos saudade,
e são sete letras que não contém nenhuma mentira!
Na verdade a saudade é a alegria de estarmos vivos,
já que tem o poder de nos fazer pensar e recordar.

Muitas músicas, em meu tempo de criança, faziam elogios à saudade.
“Recordar é viver, eu ontem sonhei com você”. Lembram-se?
Que saudade alegre de tudo aquilo que marcou minha vida.
Imaginem só! Saudades do Jardim de Infância Rui Barbosa.
E como me lembro bem dele, lá na Rua Sete de Setembro...
E das brincadeiras de roda com minha primeira professora, Dona Carolina.

Lá de longe, do infinito, escuto a voz de Dona Blandina Melo,
minha querida professora no curso primário, e depois no Liceu,
Meus ouvidos escutam a “Canção do Exílio” de Castro Alves,
e cada verso, e cada palavra, como um sino, repicam no meu coração:
"Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá”.

Que saudade de olhar para o infinito na nossa planície goitacá;
Que saudade de passear pelas alas dos seus majestosos canaviais.
Que saudade de ver a fumaça das chaminés das usinas de açúcar;
Que saudade das viagens ao Rio no trem noturno da Leopoldina.
Que saudade do bonde que passava pela Rua do Sacramento;
Que saudade dos jogos de bola em frente de minha casa.

Que saudade de meu pai e de seus retratos amarelados pelo tempo.
Que saudade do cheiro e do sabor das comidas de minha mãe.

E quando escuto uma um acorde da "Polonaise" de Chopin,
da minha alma brotam lindas recordações do passado,
E eu sinto saudades... E isso me faz bem! Muito bem!

Eu sinto saudades dos os amigos que já partiram,
e saudades dos pais dos meus amigos com quem convivi.
Sinto saudades daqueles amigos vivos que nunca mais os vi,
e daquelas pessoas com quem cruzei, mais não falei...
Sinto saudades da minha infância que passou rapidamente,
e até do tempo em que eu tinha apenas um ano.



É incrível, mas a saudade me faz ver o passado como um filme,
e até vejo cenas do meu primeiro aniversário em Muqui.
Vejo nossa chegada a Campos e nos hospedar no Hotel Silva,
naquele pequeno quarto no térreo, onde fizemos grandes amizades.
Que saudades da Dona Alzira, que gerenciava o hotel.
Que saudades de Seu Eyder e Dona Esther que ali conhecemos.

De todas as minhas idades, eu tenho grandes saudades...

Saudade de todos os bancos escolares e dos colegas.
Saudade do meu despertar para o amor.
Saudade do tempo de namoro no Jardim São Benedito.
Saudade das matinês de Carnaval no Clube Regatas Saldanha da Gama.
Saudade das coisas da infância que o tempo não consome.

Revejo com saudade o espirito da família de Nazaré,
que estava sempre presente nas comemorações religiosas da cidade:
Nas festas de São Benedito, logo depois da Páscoa com sua procissão,
Suas barraquinhas e com o leilão de prendas doadas pela comunidade.
Que saudade do tempo em que as tradições eram respeitadas,
Mas já perdoei o insensato que mudou a data das festas do Santo.

Que saudade da alegria daqueles tempos de infância e adolescência,
das festas do Santíssimo Salvador, com regatas e fogos ao anoitecer.
Que saudades do tempo em que a religião unia as famílias em oração,
Com seus padres que transpiravam santidade, como Frei Pedro Domingos,
vigário de Muqui, no Espírito Santo, cidade onde milagrosamente nasci,
e do sério e alto Padre Gabriel, do Convento Redentorista de Campos.

Lembro-me do passado, mas aposto no futuro... mas sinto saudades!
Saudades daqueles dias passados, que não aproveitei de todo.
Sinto saudades do futuro que não conheço, pois ainda não chegou,
Penso no futuro que pouco a pouco vai se idealizando e formando,
e que provavelmente não vai ser do jeito com que sonho...
Mas que o futuro virá isso é certo! Virá! E sentirei mais saudades!

Sinto saudades dos amigos que deviam ter vindo, mas não apareceram;
e daqueles que apareceram correndo, sem ter tempo para ficar.
Sinto grande saudade de meu pai e de minha mãe, que já partiram,
Sinto grande saudade das minhas avós com quem aprendi muito,
Sinto grande saudade dos meus avôs, tios e tias que nunca conheci.
Sinto também saudade de quem não tive a oportunidade de conhecer bem.

Que saudade eu tenho dos amigos de quem não me despedi,
e daqueles que não tiveram como me dizer um último adeus.
Sinto saudade dos colegas e professores do tempo do Liceu;
E da gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre, sem poder me aproximar;
e das coisas que tive e daquelas que não tive, mas quis ter.

Sinto saudade dos filhos, filhas, netos e netas que vivem perto ou longe.
Sinto também saudade das coisas que nem sei se existiram,
mas que se soubesse, de certo teria gostado de ver ou ter.
Sinto saudade de coisas que eu mesmo nem sei o que é,
e nem sei se tive ou mesmo se é que as perdi...
e das coisas que tenho vontade de encontrar, mas não sei onde.

Hoje vejo o mundo girando muito depressa,
e penso onde é que estou e onde é que poderia estar.
Então sinto saudades em inglês, espanhol, italiano, francês ou árabe.
Mas por incrível que pareça, não importa os idiomas que eu fale,
por ter nascido brasileiro, em Muqui, no Espírito Santo,
minha saudade grita alto em português ainda que seja poliglota.

Dizem os entendidos, que sempre se usa a língua pátria,
espontaneamente, nos momentos em que estamos desesperados,
como também para contar dinheiro ou declarar sentimentos fortes.
Seja lá em que lugar do mundo eu esteja, um simples "I miss you",
para mim não traduz saudade, com aquela mesma força
e muito menos com o significado que a nossa palavrinha tem.

Sinto saudade de tudo e de todos...
Sinto saudade dos brinquedos, livros e animais que tive,
e essa é a palavrinha mais doce que se pode usar.
Talvez a palavra saudade ainda não exprima, corretamente,
a imensa falta que sinto das pessoas ou coisas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudade ainda!

Todas as vezes que sinto um aperto forte no peito,
meio cheio de nostalgia, mas meio cheio de gostosura,
me alegro por saber que a saudade é como um sinal vital,
quando se quer falar da vida e de sentimentos profundos.
Em mim a saudade do passado e do futuro estão sempre presentes,
e ela se vê nas linhas ou entrelinhas das crônicas que escrevo.

Sentir saudade é belo, é o sinal grandioso de que estamos vivos!
A saudade é imaterial, mas ao mesmo tempo muito rica.
É a prova inequívoca de que todos nós somos sensíveis,
ao que amamos muito e àquilo que de belo já tivemos,
e também por aquelas coisas boas que perdemos,
ou mesmo das que não demos valor quando tivemos perto...

Saudade, uma palavra que parece trazer tristezas, mas não!
Saudade me traz de volta ao presente a alegria vivida no passado.
Saudade é a alma dizendo ao coração para onde deve voltar.
Mas como voltar ainda não nos é permitido, a saudade permanece.

Sinto saudade de meu pai e de minha mãe e de olhar em seus olhos,
De afagar seus rostos envelhecidos e de dizer-lhes sorrindo:
Olá Papai, olá Mamãe, e os amo e sinto a sua falta!!! Que saudade!!!

(Alberto Rosa Fioravanti)


Eu entre Anair e minha mãe.
.
Meu pai e minha mãe com uma amiga


quinta-feira, 11 de junho de 2020


O DIA DOS NAMORADOS, MAS SEM A NAMORADA QUE AMO E SEMPRE AMAREI!


         Já estamos no dia 12 de junho de 2020, dia em que no Brasil se celebra o Dia dos Namorados e esta mensagem é dedicada todos àqueles que diariamente se doam no amor e na amizade, provando que o amor de Deus e planejando uma longa vida futura ao lado de quem descobriu amar.

         Eu encontrei meu amor numa matinê de Carnaval de 1954, quando eu tinha 12 para 13 anos. Foi amor à primeira vista e nem sabia como se chamava. Por sorte, dias depois eu descobri que ela residia perto da casa de amigos, no Jardim de São Benedito, e era a menina que eu achava antipática e evitava até de passar pela frente da casa dela. Entretanto meu coração batia acelerado e eu procurei saber seu nome e como poderia falar com ela. Foi um principio de contatos telefônicos e começamos a nos conhecer. Inegavelmente que tudo foi abençoado por Deus, pois foi com ela que namorei sete anos, noivei e me casei ao estar cumprindo 21 anos.

         Neste Dia dos Namorados quero remarcar que Deus é amor e Ele quer que todos nos sejamos amáveis e amados durante toda a nossa existência terrena. E foi durante o período de namoro que meu coração descobriu não ser capaz de estar sozinho. Não tenho dúvida que o namoro é um projeto de Deus para o homem e para a mulher, que são os realizadores do céu na vida de um no outro.

         Eu fui abençoado por Deus e me casei com minha primeira e verdadeira namorada, cujo nome dela é Anair, a quem carinhosamente a chamava de “Naia”, como seus pais e parentes a chamavam.  Entretanto a vida tem muitas surpresas, e neste ano de 2020 os nossos planos e tudo aquilo que imaginávamos nada mais resta, pois minha querida namorada foi chamada por Deus e jamais irá regressar.

         Deus me deu a namorada perfeita, que foi a minha esposa perfeita, quem me estimulou em toda minha carreira profissional, e quem me deu dois filhos e duas filhas. Essa foi uma união perfeita e evidente, mas no dia 5 de março deste ano a morte decidiu rouba-la de mim. Hoje eu não sei como lidar com esta dor, com este sofrimento, e com esta saudade. Anair, minha querida Naia, v
ocê partiu e meu coração se quebrou em mil pedaços e as lágrimas escorrem dos meus olhos. A saudade está sempre presente e sei que sempre estará porque nunca me esquecerei de você.

         Descanse em paz minha querida eterna namorada e esposa. Eu irei amá-la e respeitá-la para sempre, aconteça o que acontecer. Meu coração é, e sempre será seu.
A chama do nosso amor nunca irá se extinguir. Você sempre será minha eterna namorada e sei que um dia, com as benções de Jesus Cristo e pelas mãos de Nossa Senhora, nos iremos nos reencontrar. Meu coração seguirá amando você para sempre porque o nosso amor nunca irá desaparecer.

         Meu bem e minha namorada, amo você hoje e sempre. Não consigo descrever o que está acontecendo no meu coração. Não acredito sequer que perdi você meu amor! Sinto sua presença sempre ao meu lado, como agora em que escrevo esta mensagem. Preciso manter minha esperança na vida e acreditar que a justiça existe e que as coisas não acontecem sem um motivo. O seu coração ensinou ao meu a sorrir e a ser feliz, mas agora você foi embora para sempre, e este é o primeiro ano que não festejamos juntos o Dia dos Namorados.

         Espero que o amor me salve e que o seu amor suavize a saudade e a infelicidade que me abraça desde o terrível instante em que você me deixou. Irei amar-lhe eternamente e estaremos juntos apesar da distância que a morte nos impôs, mas continuamos nos amando como dois namorados esperando o dia do reencontro. Vou guardar com muito carinho os momentos que vivemos juntos. Farei deles minha força e a luz para guiar todos os meus passos. Descanse em paz, meu amor! Eu lhe amo meu bem!

Alberto R. Fioravanti.

sábado, 6 de junho de 2020


QUERIDA ESPOSA ANAIR!

     Querida Anair, meu mundo perdeu a cor quando você partiu. Hoje parece que nada mais faz sentido na minha vida e sinto que não voltarei a sorrir, porque você, querida esposa Anair, era a razão da minha felicidade.

   Sem ter você junto de mim, sinto que sou apenas a metade daquela pessoa que sempre fui. Naia, como carinhosamente eu sempre lhe chamava, você me completava e dava sentido a minha existência. Mas durante sua vida você me deu dois filhos e duas filhas, que são sangue do seu sangue e partes suas, e que estão comigo e que me dão coragem para seguir caminhando.

     Meu luto é eterno e nada apaga a saudade e o amor que sinto por você. Sei que você, no céu está olhando por mim, por nossos filhos, filhas, netos e netas. Descanse em paz, meu eterno amor!
Alberto R. Fioravanti, 15 de maio de 2020.