quarta-feira, 29 de abril de 2020



 
APENAS ALGUNS SEGUNDOS NO CÉU!
Publicado no jornal “O Diário” em duas partes, em ...

       Em Março de 2003, com 61 anos de idade, tive uma experiência estranha, interessante e muito sui-generis para mim. Com Anair, eu regressava ao Brasil de uma viagem aos Estados Unidos num voo sem escalas, da American Airlines, de Miami ao Rio de Janeiro, e em um determinado momento, quando já sobrevoamos o território do Brasil, senti uma dor no peito. Já tendo sofrido um infarto, procurei o comissário de bordo para pedir algum remédio para o coração, mas fui informado que só um médico poderia ter acesso à caixa de remédios de bordo. Então pedi que solicitasse ao comandante verificar se, entre os passageiros, haveria algum médico. Para minha sorte havia uma cardiologista que regressava ao Brasil (podem imaginar a sorte de ter uma cardiologista a bordo), depois de ter acompanhado um paciente aos Estados Unidos.
  
       Fui examinado pela médica (lamentavelmente não lhe perguntei seu nome) e tomei os remédios que ela levava em sua bolsa. Minha pressão sanguínea estava bem elevada e me levaram para primeira classe e me colocaram deitado. Passado alguns minutos a médica me perguntou como me sentia, mas a dor não tinha melhorado. Em vista disso ela informou ao capitão que eu não chegaria vivo no Rio de Janeiro e recomendou que o avião fizesse um pouso de emergência em Brasília, que estava próximo. O café da manhã já estava sendo servido, e escutei o comandante informando que iriam parar o serviço para fazer um pouso de emergência em Brasília para deixar um passageiro que se sentia mal (esse passageiro era eu).

      Lembro-me bem desses momentos de angústia. Desci do avião numa maca, indo direto para uma ambulância que me esperava ao pé da escada do avião e fui levado às pressas para um hospital local, onde fui direto para a sala de cirurgia e submetido a uma angioplastia.

      Essa seria a segunda angioplastia que eu fazia. Durante o processo estive acordado (pelo menos eu pensava assim) e podia ver pelos monitores o que estava sendo feito dentro de minhas artérias para desbloqueá-las. Meus olhos estavam fixos na tela do monitor e me lembro de ter ouvido um grito. Depois do procedimento fui levado para a UTI onde permaneci por dois dias, e de vez em quando ia me lembrando de ter estado num lugar com uma forte neblina, como se estivesse no meio das nuvens, onde me sentia maravilhosamente bem.

      Num determinado momento comecei a ver, através da névoa, a uns 6 metros de distância e em torno de mim, rostos de pessoas vestidas de branco que eu não conhecia. A felicidade que eu sentia se transformou em preocupação ao perceber que me olhavam com cara amarrada. Na minha mente veio a pergunta: "Porque me olham assim, pois nada fiz de errado?". Nisso, um homem, vestido com túnica branca, mais baixo que eu, mais ou menos careca, com cara séria, caminhou em minha direção e chagando à minha frente me deu um empurrão com ambas as mãos e gritei: "Aiiiiii" (o grito que me lembrava de ter ouvido enquanto olhava para o monitor). Quando deixei a UTI, mencionei à médica o descrito acima e ela me disse que para ela isso seria uma experiência extracorpórea que eu havia experimentado. Aí ela me disse que tive uma parada cardíaca por 36 segundos e que fui revivido com choque elétrico.
 
       Eu sou católico e siga o ensinamento da Igreja, e eu nunca pensei que eu iria passar por essa experiência. Com esta experiência, que comecei a tentar lembrar as características da pessoa que me deu o soco – desde que ele era careca e meu pai também era careca, eu tentei melhorar o foco em seu rosto para ver se ele era meu pai. Mas eu não lograva ver o rosto do meu pai.
Em outubro de 2003, eu fui a Roma para visitar amigos (eu morava em Roma há 18 anos ao trabalhar para as Nações Unidas). Lá eu visitei a Basílica Regina Apostolorum e o Museu do fundador dos Paulinos, Dom Giacomo Alberione (Dom Tiago Alberione, em português), que tinha sido Beatificado em abril de 2003.

        Lá eu visitei o lugar onde ele residiu - seu escritório, seu quarto e uma sala com lembranças que recebeu durante suas viagens, que estavam protegidos dentro de vitrines de vidro. Havia outras duas vitrines com manequins de alfaiate (manequins sem cabeça) com suas batinas sacerdotais. Numa vitrine haviam duas batinas, uma preta e outra cinza, e na ultima vitrine uma unica batina branca. E quando eu olhei para essa batina, eu vi que Dom Alberione a estava vestido dela e sorria e acenava para mim. Então eu reconheci que ele era a pessoa que me deu aquele soco, que me enviou de voltar a esse mundo. Eu comecei a chorar e lágrimas abundantemente saindo de meus olhos. Minha esposa vindo logo atrás de mim com a freira, me vendo chorando pensou que eu não estava me sentindo bem, e eu lhe disse que tinha visto a Dom Alberione.
 
       Saindo da área do museu, havia um corredor com uma mesa com lembranças de sua beatificação onde eu pequei um folheto e um santinho com a foto de Dom Alberione. Quando eu olhava  para a foto, eu ouvi uma voz perto do meu ouvido, que me dizia em italiano: "Nós conseguimos!" Ainda tenho essa experiência gravada em minha mente como se tivesse cabado de acontecer. Com efeito, me lembro de tudo muito bem, e como eu me sentia feliz naquele lugar. E foram apenas 36 segundos (do nosso tempo e não do tempo de Deus) que tive a parada cardíaca. Minha experiência de estar em outro lugar foi de estar um lugar nublado e me senti maravilhosamente bem, e posso imaginar como deverá ser maravilhoso estar num lugar com céu azul claro e brilhante. Desde então em rezo todos os dias e noites, agradecendo a Dom Alberione por ter me empurrado de volta para a Terra.


DECEPÇÃO PELO SILÊNCIO!

Chora meu coração,
hoje não foi um dia fácil,
mas é algo que já aconteceu outras vezes,
mas não me acostumo ver morrer meus sonhos
e esperanças perdidas, sem causa ou razão...

Chora minha alma angustiada pelo silêncio,
confundida e enfraquecida por tantos danos,
não havia razão para danificá-la,
se apenas fiz o que devia... 

Um suspiro escapa delatando meu sentir,
e gotas de sal escorrem dos meus olhos,
cobrindo meu rosto de angústia e tristeza,
e ainda me pergunto e não entendo,
como pode alguém ferir sem piedade...

Dói muito e quase não aguento,
sinto-me fraco e impotente ao mesmo tempo,
mas posso pedir a Deus,
que nunca dorme e que sempre me ouve,
para fortalecer meu coração...

Fechei meus olhos,
e com um suspiro libertei meu espírito,
para que chegasse até Ele, no topo do céu.
Não havia impedimento para curar-me,
e dar a meu corpo uma nova esperança... 

Reconfortado já esta meu espírito,
Deus apagou a minha tristeza e me mostrou que,
se eu fosse de aço não sentiria decepção,
e se não fosse dedicado, não sofreria pela ingratidão...

Alberto Rosa Fioravanti –
Escrito em 21 de julho de 2013.
 

segunda-feira, 27 de abril de 2020


VOCÊ SABE QUEM É JESUS?
Alberto R. Fioravanti
26 de Abril de 2020.
.


    
   No dia 12 deste mes de Abril, foi o Domingo de Páscoa, quando comemoramos a ressureição de Jesus Cristo! Mas será que todos sabem mesmo quem é Jesus? É interessante ver como é a nossa natureza humana - às vezes complicamos as coisas simples, e isso eu vejo nos sistemas políticos e judiciarios e nas controvérsias religiosas pelos séculos passados.

   Há muitas pessoas famosas no mundo. Algumas delas são bem conhecidas nas comunidades, cidades ou países onde vivem. Outras são conhecidas no mundo inteiro. No entanto, apenas saber o nome de alguém famoso não significa que você realmente conhece essa pessoa, os detalhes sobre sua vida, formação e o tipo de pessoa que ela realmente é. Sobre isso penso em Maria Santíssima, a mãe de Jesus. E quem é Jesus?

   Você alguma vez já se perguntou quem Jesus realmente é? No meu trabalho com a ONU eu tive a oportunidade de visitar muitas partes do mundo e de conversar com pessoas de muitos países e religiões, e não importando o quão comprometido elas estivessem com a sua própria religião, todas elas admitiram que nunca houve um homem tão conhecido como Jesus de Nazaré. Alguns diziam apenas que êle foi um bom homem. Outros afirmavam que êle foi um profeta, mas que Ele é a personalidade mais singular de todos os tempos. Outros, como eu, acreditam e afirmam que Jesus é o filho de Deus e que como tal deve ser adorado e glorificado.

      É inegável que Jesus mudou o curso da história da humanidade. A data em que escrevo e divulgo este artigo, testifica o fato que Jesus de Nazaré viveu na terra há 2.020 anos. Certamente todos nós sabemos que “Ano Domini”, significa o ano do nascimento do nosso Senhor, Jesus Cristo.

       Eu sempre gostei de estudar história, e estudando a história das religiões, vi que a maior parte das religiões foi fundada por homens e estão baseadas em filosofias, regras e normas de condutas feitas por homens. Se tirarmos os fundadores dessas religiões e das suas disciplinas e práticas de adoração, pouco será mudado. Mas se tirarmos Jesus Cristo do cristianismo, não sobraria nada, pois o cristianismo não é apenas uma filosofia de vida, nem um padrão ético ou obediência a um ritual. O cristianismo reflete um ensinamento de vida demonstrado pelo Único Deus através de seu filho Jesus.

       O verdadeiro cristianismo está baseado numa relação vital e pessoal com um Salvador ressuscitado e vivo. Jesus de Nazaré foi crucificado numa cruz, sepultado num túmulo emprestado e que três dias depois ressuscitou dos mortos. Neste aspecto o cristianismo é singular, e através dos séculos, a maioria dos grandes eruditos que tem considerado as provas da ressurreição tem acreditado e ainda acreditam como eu acredito que Jesus Cristo está vivo.

       Nós cristãos acreditamos que Jesus é o filho de Deus, e que é o próprio Deus que se fez homem para nossa salvação. E se Deus se fez homem, ele teve que nascer de uma mulher, mas será que a humanidade conhece e compreende verdadeiramente quem foi essa mulher? Infelizmente não!

      Essa mulher foi Maria de Nazaré, aquela jovem que viveu há mais de dois mil anos numa aldeiazinha desconhecida da Galileia, e que resiste ao esquecimento do tempo e à inexorável corrupção das coisas. Sua figura maternal ficou impressa nos corações de gerações, e no meu também, e Ela é o ponto de encontro de tudo o que é belo, doce, amável, e fonte inspiradora de sentimentos que exaltam o espírito humano. Como todas as mães Ela cuidou do seu filho com carinho, afeto e lhe deu muito amor. Ela perdeu noites de sono e horas de preocupação. Já imaginaram a doce personalidade que tinha Maria?

      A Bíblia nos conta que bastou um desejo de Sua mãe para que Jesus, apesar de afirmar que não era chegada sua hora, fizesse seu primeiro milagre nas bodas de Canaã. E não creio que o que a Bíblia conta seja errada! Assim, se hoje nossos amigos nos pedem para orar por eles e pedir intervenções de Deus, porque então criticar os que pedem a Maria para interceder por nós ante seu filho Jesus?

      Assim elevo agora minha oração a Deus, e peço a intercessão de Maria para pedir a seu filho Jesus Cristo, que nos traga a Luz que necessitamos a Paz pela qual tanto sonhamos e não sabemos onde encontrar, e o perdão pelos pecados que nós, seus filhos, reincidimos no erro que cometemos e que são cada vez maiores perante o PAI!

      Encerro este artigo pedindo a Jesus Cristo ressuscitado, que proteja o mundo inteiro dessa pandemia do Coronavírus que está matando muita gente e prejudicando o desenvolvimento socioeconômico das populações. Amém.
PAZ E BEM!


VOCÊ SABE QUEM É JESUS?


 No dia 12 deste mês de Abril, foi o Domingo de Páscoa, quando comemoramos a ressureição de Jesus Cristo! Mas será que todos sabem mesmo quem é Jesus? É interessante ver como é a nossa natureza humana - às vezes complicamos as coisas simples, e isso eu vejo nos sistemas políticos e judiciários e nas controvérsias religiosas pelos séculos passados.


   Há muitas pessoas famosas no mundo. Algumas delas são bem conhecidas nas comunidades, cidades ou países onde vivem. Outras são conhecidas no mundo inteiro. No entanto, apenas saber o nome de alguém famoso não significa que você realmente conhece essa pessoa, os detalhes sobre sua vida, formação e o tipo de pessoa que ela realmente é. Sobre isso penso em Maria Santíssima, a mãe de Jesus. E quem é Jesus?

   Você alguma vez já se perguntou quem Jesus realmente é? No meu trabalho com a ONU eu tive a oportunidade de visitar muitas partes do mundo e de conversar com pessoas de muitos países e religiões, e não importando o quão comprometido elas estivessem com a sua própria religião, todas elas admitiram que nunca houve um homem tão conhecido como Jesus de Nazaré. Alguns diziam apenas que êle foi um bom homem. Outros afirmavam que êle foi um profeta, mas que Ele é a personalidade mais singular de todos os tempos. Outros, como eu, acreditam e afirmam que Jesus é o filho de Deus e que como tal deve ser adorado e glorificado.

   É inegável que Jesus mudou o curso da história da humanidade. A data em que escrevo e divulgo este artigo, testifica o fato que Jesus de Nazaré viveu na terra há 2.020 anos. Certamente todos nós sabemos que “Ano Domini”, significa o ano do nascimento do nosso Senhor, Jesus Cristo.

   Eu sempre gostei de estudar história, e estudando a história das religiões, vi que a maior parte das religiões foi fundada por homens e estão baseadas em filosofias, regras e normas de condutas feitas por homens. Se tirarmos os fundadores dessas religiões e das suas disciplinas e práticas de adoração, pouco será mudado. Mas se tirarmos Jesus Cristo do cristianismo, não sobraria nada, pois o cristianismo não é apenas uma filosofia de vida, nem um padrão ético ou obediência a um ritual. O cristianismo reflete um ensinamento de vida demonstrado pelo Único Deus através de seu filho Jesus.

   O verdadeiro cristianismo está baseado numa relação vital e pessoal com um Salvador ressuscitado e vivo. Jesus de Nazaré foi crucificado numa cruz, sepultado num túmulo emprestado e que três dias depois ressuscitou dos mortos. Neste aspecto o cristianismo é singular, e através dos séculos, a maioria dos grandes eruditos que tem considerado as provas da ressurreição tem acreditado e ainda acreditam como eu acredito que Jesus Cristo está vivo.

   Nós cristãos acreditamos que Jesus é o filho de Deus, e que é o próprio Deus que se fez homem para nossa salvação. E se Deus se fez homem, ele teve que nascer de uma mulher, mas será que a humanidade conhece e compreende verdadeiramente quem foi essa mulher? Infelizmente não!

   Essa mulher foi Maria de Nazaré, aquela jovem que viveu há mais de dois mil anos numa aldeiazinha desconhecida da Galileia, e que resiste ao esquecimento do tempo e à inexorável corrupção das coisas. Sua figura maternal ficou impressa nos corações de gerações, e no meu também, e Ela é o ponto de encontro de tudo o que é belo, doce, amável, e fonte inspiradora de sentimentos que exaltam o espírito humano. Como todas as mães Ela cuidou do seu filho com carinho, afeto e lhe deu muito amor. Ela perdeu noites de sono e horas de preocupação. Já imaginaram a doce personalidade que tinha Maria?

   A Bíblia nos conta que bastou um desejo de Sua mãe para que Jesus, apesar de afirmar que não era chegada sua hora, fizesse seu primeiro milagre nas bodas de Canaã. E não creio que o que a Bíblia conta seja errada! Assim, se hoje nossos amigos nos pedem para orar por eles e pedir intervenções de Deus, porque então criticar os que pedem a Maria para interceder por nós ante seu filho Jesus?

   Assim elevo agora minha oração a Deus, e peço a intercessão de Maria para pedir a seu filho Jesus Cristo, que nos traga a Luz que necessitamos a Paz pela qual tanto sonhamos e não sabemos onde encontrar, e o perdão pelos pecados que nós, seus filhos, reincidimos no erro que cometemos e que são cada vez maiores perante o PAI!

   Encerro este artigo pedindo a Jesus Cristo ressuscitado, que proteja o mundo inteiro dessa pandemia do Corona vírus que está matando muita gente e prejudicando o desenvolvimento socioeconômico das populações. Amém!

27 DE NOVEMBRO DE 2015 - NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
 
Alberto R. Fioravanti
Escrito em Novembro de 2015.

             Hoje é um dia muito especial para mim e não poderia deixar de escrever sobre ele. Desde que eu era muito pequeno, minha avó paterna sempre me falava sobre o milagre ocorrido há 185 anos em Paris e foi graças a minha avó paterna, Heráclita Fioravanti, que passei a entender quem é Maria Santíssima e passei a ama-la.
Foi num sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paria na França, que Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima lhe apareceu de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos outro globo menor, sobre o qual aparecia uma pequena cruz de ouro. Dos dedos das suas mãos partiam raios luminosos em todas as direções e como num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
Santa Catarina de Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo que vês representa o mundo inteiro e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.' Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras douradas se lia as seguintes palavras que a cercavam: "Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
 
Santa Catarina de Labouré ouviu então uma voz lhe dizendo: "Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança". Então o quadro girou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas. Essa mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; e ali Nossa Senhora aparecia, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas e a invocação referida a envolvê-la.
 
Santa Catarina de Labouré morreu em 31 de Dezembro de 1876. Seu corpo foi exumado em 1933, sendo encontrado incorrupto, e hoje é exposto à veneração na capela de sua Ordem, a mesma onde aconteceram as visões, na Rue du Bac, 140, em Paris. Foi beatificada em 1933 pelo Papa Pio XI e canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII. A Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é um importante lugar de oração e peregrinação, que atrai inúmeros fiéis, vindos do mundo inteiro.

            Minha avó sempre me dizia que quando eu fosse a Paris eu deveria ir à Rue du Bac 140, o que fiz. Posteriormente, sempre e minha família, sempre que íamos a Paris a nossa visita se dava logo no primeiro dia – a emoção que nos tomava era enorme. Para quem é católico – e mesmo para quem não é, recomendo que quando forem a Paris devem fazer uma visita à Capela da Medalha Milagrosa, que está situada perto do Supermercado “Au Bon Marché”. A Capela é anualmente visitada por um grande número de pessoas, provenientes de todas as partes do Mundo.

Termino este artigo, indicando o que eu e Anair consideramos como uma benção de Nossa Senhora das Graças para nossa família, que foi também num abençoado 27 de novembro, em 1963, que nasceu nosso filho primogênito, Luís Pierre Augusto.

domingo, 26 de abril de 2020


São Benedito, o Santo Negro!

Suave seu nome e seu dom divino,
Alma e corpo puros, como um anjo,
Ouvimos sua palavra e a cumprimos!

Bondade e dedicação em ti cresceram juntas,
Eis que sempre foste decidido e enamorado de Deus.
Nasceste livre, para amar a todos, e a nada deste mundo foste ligado,  
Exemplo de pobreza e perfeita caridade deste ao mundo.  
Do trabalho à oração em nada mudava,
Ia sempre louvar ao Criador, cercado de anjos e santos.
Tanta luz tu resplendia adiante de Maria, e assim,
Oh Benedito, nos seus braços, Maria colocou Jesus.

Alberto R. Fioravanti
Escrito em 25 de agosto de 2015.

sábado, 25 de abril de 2020


MEMÓRIA DE MEU PAI.
Escrito em 2 de fevereiro de 2014 às 23:52


De casa, papai saía de manhã muito cedo,
levava na mão sua pasta marrom,
na que já se notava os maus tratos do tempo.
Seria mais um dia de intenso caminhar,
visitando médicos em seus consultórios.

Essa era a vida diária de um viajante,
um representante de produtos farmacêuticos.
Em sua pasta levava os mais recentes remédios,
para aos médicos entregar e explicar seus efeitos.

E quando o sol desaparecia no horizonte,
do portão de casa eu o esperava chegar.
Ele vinha a pé ou de bonde,
que ainda em movimento, na esquina saltava.

A alegria de ver meu pai chegar era tanta,
que a seu encontro eu corria alegre,
e em seus braços pulava e o beijava.

Hoje que eu habito em um ser desabitado,
me vejo vazio e não mais vejo as pegadas, 
dos passos por onde sei que meu pai andou.

E saio pelo mundo a buscar meu pai e amigo, 
mas sei que ele está aqui, pois junto de nos ficou
para ir somente quando juntos formos.

Alberto R. Fioravanti
Campos dos Goytacazes, 2 de fevereiro de 2014.


                                   TRÊS COISAS IMPORTANTES NA VIDA...
Alberto R. Fioravanti
Artigo que escrevi em Janeiro de 2018.

            Num desses dias, depois de deixar meu carro para revisão, aproveitei para regressar a casa caminhando pelas ruas de Campos e fazer assim meu exercício matinal. Já cansado fui parar nos Jardins de São Benedito, onde me sentei num banco de concreto, meio destruído. Enquanto tratava de controlar minha respiração comecei a olhar pelos arredores, e por todos os lados se viam promontórios de lixo e bancos de concreto, quase destruídos, como no que me encontrava sentado, latas vazias e um pouco de lixo queimado por grupos de pessoas “sem-teto” que faziam ponto no jardim. Aquele lugar era um total deposito de lixo.

De pronto, algo chamou minha vista, vi um céu de cor verde, que não me deixava ver mais além. Fiquei impressionado. Senti de imediato que aquele céu começou a se mover de um lado para o outro; começou a soprar uma brisa fresca do nordeste que purificou o fétido odor que infestava aquele lugar. Meus olhos se fecharam e, como se eu tivesse abordado uma máquina do tempo, instantaneamente eu retrocedi a 1954, e naquele mesmo lugar eu estava rodeado dos companheiros de infância com os quais ali brincava.

            Num dos lados do jardim, próximo a uma grande pedra branca, vi um senhor que com uma pá na mão cavava um buraco no chão. Era um professor de uma escola vizinha e que estava acompanhado de seus alunos; eu e os outros meninos olhávamos fixamente para cada golpe que ele dava no solo como se estivesse perfurando o coração da terra. Todos nós estávamos calados, ninguém respirava mais profundo do necessário. Ao terminar de escavar, de uma velha sacola o professor extraiu uma bolsa de plástico cheia de terra e fertilizante que serviam de proteção para um ramo de quase um metro de altura. Ele rompeu a bolsa bem perto do buraco cavado onde colocou aquele ramo e o cobriu com uma capa de terra.

Ato seguido ele derramou água e novamente colocou outra capa de terra. Levantou-se, limpou as mãos que estavam sujas de terra e sacudiu a roupa e olhou ao redor para seus alunos e para quem estava no Jardim. Todos que estavam com ele o olhavam com respeito, pois era um professor bem estrito. Ele respirou uma bocada de ar e dirigindo-se a todos disse: “O homem tem que fazer três coisas importantes nesta vida para dizer que realmente sua passagem por este mundo não foi em vão: Uma dessas coisas é ter um filho, e no futuro, vocês serão pais e mães; A outra é escrever um livro e vocês escrevem livros todos os dias na escola quando estudam e em suas casas quando fazem seus deveres. E a terceira, mas não menos importante, é plantar uma árvore. Eu já cumpri com as três. Agora, vocês devem cumprir com a terceira”. Então o professor convidou a todos os presentes para que pegássemos um pouco de terra com as mãos e a jogássemos ao pé daquele pequeno galho.

            Ao me recuperar do cansaço da minha longa caminhada, pode ser que tenha sido minha imaginação ou simplesmente eu assim quero recordar, mas aos meus ouvidos chegou um suave sussurro que me dizia; “Ola, amigo você se lembra de mim? Que prazer de encontrar-lo outra vez! Há anos que não nos víamos! É uma pena que me encontres nestas condições, mas sabe realmente que não posso fazer muito”! Eu sorri, e regressei a casa contente e logo providenciei para que aquela área fosse devidamente limpa. Era aquele lugar onde há mais de 60 anos se havia tornado numa das bonitas recordações de minha infância, ao ter participado da plantação daquela arvore que, frondosa, resiste até hoje.

Que grande satisfação ver essa árvore e por ela ter sobrevivido todo esse tempo, enquanto que com tristeza vejo frequentemente muitas grandes árvores sendo cortadas para dar espaço a inumanas construções.  “Ter um filho, escrever um livro, plantar una árvore...”, é o que dizem os sábios. Mas ninguém afirma sobre a ordem dos fatores e de se começar detrás para frente. Por isso, eu sugiro a todos, que comecem plantando una árvore, que para isto não há limite de idade nem é necessário ser um destacado intelectual. Felizmente Eu já cumpri com as três coisas.  Paz e Bem!

sexta-feira, 24 de abril de 2020

ANAIR, MINHA QUERIDA ESPOSA E MEU ETERNO AMOR!


ANAIR, MINHA QUERIDA ESPOSA E MEU ETERNO AMOR!

Alberto R. Fioravanti.
24 de abril de 2020.
  
         Meu mundo perdeu a cor e seu sentido de existir quando, inesperadamente, no dia 5 de Março de 2020 você partiu minha querida esposa. Parece que nada mais faz sentido nessa vida, e que nunca mais voltarei a sorrir, porque você Anair, era a razão da minha felicidade.



Escrevo esta nota para você, minha querida Anair, para expressar meu amor e a grande saudade que sinto no coração. É muito difícil para eu não poder mais abraçá-la ou beijá-la e a falta que sinto de você é muito mais forte do que eu consigo descrever.

Anair, sem ter você junto de mim, minha querida esposa, eu sinto que sou apenas metade de um homem que eu fui.  Você era quem me completava e que dava sentido à minha existência. Meu luto é eterno e nada apagará a saudade e o amor que sentia e sinto por você. Sei que a sequência natural da vida contempla que nascemos, crescemos e morremos, mas nada na vida nos prepara para o momento em que perdemos alguém, principalmente alguém a quem tanto amou.

Anair, você era uma mulher maravilhosa. Eu me lembro dos muitos e bons momentos que passamos juntos e da vida que construímos juntos para criar nossos filhos e filhas. Como me lembro daquela matinê do Carnaval de 1954 no Clube Regatas Saldanha da Gama, quando lhe vi pela primeira vez. E que dias depois eu descobri que você morava na Rua do Príncipe, perto da Igreja de São Benedito, por onde eu passava frequentemente.

O passado não há de se perder, pois enquanto eu tiver memória para recordar, irei de manter nossa vida sempre viva em meu coração. Ainda não consigo acreditar como foi possível acontecer essa bronco-aspiração à minha esposa amada, e nunca imaginamos que aqueles a quem tanto gostamos e amamos, um dia irão partir. E quando isso acontece, a dor e a tristeza invadem e tomam conta do nosso coração. Anair, meu bem, será que você não consegue escutar minha voz e nem perceber que estou morrendo de vontade de um abraço e um beijo seu? Eu sinto tanto sua falta, querida esposa e meu amor!

Anair, eu sei que você está no céu junto com Maria Santíssima, a quem você tanto amou. Descanse em paz é o que lhe desejo, minha querida Anair! Acredite que eu faria tudo, tudo mesmo, meu bem, para tocar novamente no seu cabelo, sentir o sabor doce do seu beijo e escutar sua voz. Não entendo o que motivou a Deus para lhe levar. Querida Anair, você ainda tinha tanto para viver! Nossa história ainda não tinha sido totalmente vivida, e sei da sua preocupação com nossos filhos, filhas, netos e netas! Não é justo perder assim alguém que amamos tanto, mas a verdade é que Deus é justo, ainda que a justiça não faça parte deste mundo. De todos os modos eu continuarei a amar você, meu amor! E sei que um dia quando nos encontraremos novamente.

Anair, você partiu inesperadamente e me deixou sozinho. Eu perdi minha alegria, mas eu tento seguir em frente porque isso foi o que sempre me disse para fazer. Guardo nossas lembranças no lugar mais bonito dentro do meu coração e quando a noite cai, sinto sua presença perto de mim e sussurro seu nome “NAIA”. Sinto uma saudade enorme, que só não é maior do que o amor que eu guardo por você. Fui muito feliz ao seu lado, e provavelmente eu deva ter dito isso mais vezes. Na verdade fica sempre algo por dizer quando queremos bem a alguém. Talvez seja o meu coração reclamando uma oportunidade de estarmos lado a lado outra vez. Anair, você foi uma mulher maravilhosa e todos os elogios do mundo não bastam para traduzir o quanto você foi.

Nunca me esquecerei de tudo o que vivemos como namorados e como casados e hoje eu sonho com o dia que iremos nos reencontrar. Você mora no meu coração, minha amada esposa. Nosso amor vai muito além da morte. Eu sempre tive a certeza de que se um dia você me faltasse, meu amor, seria demasiado difícil para eu conviver com sua ausência. Nunca estive preparado para tanta dor, e nunca imaginei que minha vida se tornaria no vazio que ela é agora. Eu tenho me perguntado como é possível continuar lutando e enfrentando toda esta tristeza. Com toda essa dor, tomei plena consciência do quanto a amei e ainda amo você minha querida Anair.

Esta é uma dimensão que eu desconhecia, e que é muito mais profunda que outra coisa qualquer. E é por isso que, apesar de toda minha tristeza e da saudade que sinto de você, e dos dias sem sentido aos quais eu não me acostumo, meu consolo é saber que nós vivemos uma história feliz que é imortal. Nossa história começou em Campos dos Goytacazes, passou para Niterói, foi para Turrialba, na Costa Rica, depois para Roma, Itália; seguindo para Santiago, Chile; depois para a cidade de Guatemala, na Guatemala; indo para Manágua, na Nicarágua; e finalmente regressando a Niterói e sucessivamente para Campos dos Goytacazes. Viajamos por muitos lugares, e visitamos os lugares onde Nossa Senhora apareceu, e me recordo com grande emoção a Via Sacra que participamos em Jerusalém, onde você me ajudou a carregar a minha cruz.

Anair, você foi uma mãe exemplar, e foi graças a você que eu pude me desenvolver profissionalmente e ver meus filhos e filhas serem educados. Você se foi e eu aceito. Por mais estranho que possa parecer, eu aceito. Choro, mas aceito. Não entendo, mas aceito. Embora eu não a veja, eu lhe amo e sempre lhe amarei querida Anair, minha querida Naia, como carinhosamente eu aprendi a lhe chamar. Eu lhe amo e sempre lhe amarei.
Alberto R. Fioravanti
24 de abril de 2020.