segunda-feira, 20 de julho de 2020






 Anair, meu eterno amor,

Que saudade eu sinto de você!

Quando nos conhecemos éramos muito jovens, quase que duas crianças, e eu estava longe de imaginar que era possível amar alguém do jeito que eu amei e amo você.  Eu agradeço a Deus por você ter sido minha esposa!


Querida Anair e maravilhosa esposa, você sempre mereceu o melhor de mim e que eu lutasse todos os dias para que seu sorriso jamais se esgotasse. Era meu dever retribuir o amor e o carinho que sentia da sua parte dia após dia. E sempre queria muito que tudo fortalecesse nosso amor cada vez mais e isso acontecia e você foi uma grande companheira em todos os países em que vivemos. Sem você jamais teria conseguido fazer tudo que fiz.

Meu mundo agora perdeu a cor quando você, minha querida esposa partiu. Parece que agora nada mais faz sentido e que eu nunca voltarei a sorrir, porque você querida Naia, como carinhosamente a chamava, pois ela era a razão da minha felicidade.

Sem ter minha querida esposa aqui sinto que sou apenas metade de um homem, pois ela me completava e dava sentido a minha existência. Ao seu lado eu vivi momentos especiais, e ela se tornou imprescindível para minha felicidade.

Será que você já não consegue mais escutar minha voz nem perceber que estou morrendo de vontade de um abraço seu? Eu sinto tanto sua falta, minha querida esposa, meu amor! Você ainda tinha tanto para viver e Nossa história ainda não tinha sido totalmente vivida! Não é justo perder assim alguém que amamos tanto, mas a verdade é que talvez a justiça não faça parte deste mundo.

Obrigado querida Anair por ser sida uma mulher tão maravilhosa e por dedicar seu tempo a cuidar do meu coração. Meu coração é seu para sempre! Amo-te! Meu luto é eterno e nada apagará a saudade e o amor que sinto por você. Continuarei a amar você, meu amor!

Só Deus sabe o que estou sentindo. Quem perde a esposa, perde um amor, uma companheira, uma amiga, a parceira de todas as horas. Eu perdi tudo isso repentinamente, ao ritmo veloz das palavras duras que me foram ditas para anunciar sua morte. Nunca imaginei que fosse possível abrigar no peito uma dor tão forte.

Descanse em paz, meu eterno amor. Um dia Deus nos reunirá e juntos louvaremos o Senhor.
Alberto R. Fioravanti. 20 de julho de 2020

segunda-feira, 13 de julho de 2020


Como viver sem minha esposa!

E agora o que vou fazer no frio do inverno? E quando eu quiser ter aquela conversa ou desabafar dos assuntos que só você conhecia? Anair Meu amor, mais do que uma esposa dedicada você sempre foi minha companheira de viagem, meu tudo e minha felicidade. E agora você partiu para sempre!

Chorarei sempre sua morte e todos os dias honrarei a mulher incrível que quando eu era criança a vida me apresentou. Não é justo que seu coração não bata mais neste mundo. Cada vez mais percebo que os desígnios da vida e da morte são incompreensíveis e somente deus que nos ama sabe a razão do ocorrido.

Minha querida Anair, eu irei sempre permanecer ao seu lado. De um jeito ou de outro e eu prometo que nada irá nos separar! Nem sequer a morte será capaz de desvanecer o que um dia o amor nos juntou. Descanse em paz minha amada esposa e prepare meu lugar ao seu lado para o dia que também deus me chamar e eu deixar este mundo.

Amo você sempre e sei que serei amado por você eternamente. Beijos!
Alberto Rosa Fioravanti.
13 de julho de 2020.

Quando há amor, a morte não consegue separar totalmente duas pessoas e quem parte continue vivendo na memória de quem fica.

sexta-feira, 3 de julho de 2020


BRASÃO DE ARMAS DO MUNICÍPIO DE MUQUI, ESPÍRITO SANTO.

Esse é o brasão correto de Muqui, ES.
Deve-se sempre ter presente que um brasão de armas e uma bandeira são, e sempre serão, os símbolos da maior importância para um Município, e dos quais todos os cidadãos deveriam conhecer sua descrição e significado, para assim ter sempre um grande orgulho e amor por eles. Para isso se torna necessário que nas escolas do município se ensinem o significado e o simbolismo do conjunto e de cada peça que compõe tanto o brasão de armas como a bandeira municipal de Muqui, com o que se incentivará o amor à sua terra.

Os projetos do Brasão de Armas e da Bandeira Municipal, dentro das normas heráldicas. Esses projetos foram aprovados pelas Leis Municipais No. 64 e 65 de l5 de junho de 1964 da Egrégia Câmara de Vereadores de Muqui, e sancionadas pelo Vice-Prefeito em Exercício, o Excelentíssimo Senhor Joanito Bernardo.

         Dentro dos preceitos universais da heráldica, a descrição do Brasão de Armas do Município de Muqui é a seguinte:

 “Escudo partido. No da direita, em campo de azul, a fachada da Igreja de São João Batista de Muqui, em ouro; um chefe diminuto de ouro carregado de duas estrelas de vermelho; o da esquerda cortado, formando dois quartéis, tendo no primeiro, uma cabeça de boi sobre dois ramos de cafeeiro, frutado, superpostos pela base, nas suas cores, em campo de prata; no segundo, três línguas de fogo de ouro, em campo de vermelho. Como tenentes, ladeando o escudo, um índio puri e um bandeirante, à direita e à esquerda respectivamente, tudo na sua cor. Na base, um listel de prata ostentando os seguintes dizeres de negro: “MUQUI – 22 de Outubro de 1912”. Encimando o conjunto, como peça máxima, a coroa mural de cinco torres de prata, que é de cidade”.




A PANDEMIA DO CORONAVIRUS E O NOSSO FUTURO.

*Alberto Rosa Fioravanti.

            Caros leitores, estamos vivendo uma época muito trágica. As milhares de mortes informadas e a grave crise socioeconômica que a pandemia de coronavírus está gerando no mundo me fizeram lembrar que Octavio Paz, escritor mexicano, disse que na civilização moderna vivíamos o “declínio da virtude e a fraqueza diante de paixões fáceis e ocultação de morte". Também me lembrei do francês Henri Bergson, que nos anos trinta do século passado, falou do futuro advento de uma "civilização afrodisíaca". Parece-me que Bergson antecipou o que estávamos experimentando antes da pandemia, particularmente, mas não apenas no mundo desenvolvido.

            É triste afirmar, mas vivemos numa sociedade rica em materialismo, relativismo, egoísmo e um hedonismo promíscuo. Nessa sociedade a cultura perdeu muito do seu senso de transcendência e seus pontos de referência são caracterizados pelo fenômeno do consumismo. Essa é uma cultura que identifica a pessoa com o que ela é capaz de buscar por prazer, transformada no eixo central da existência humana; o objetivo final é "ser feliz", mesmo que quimicamente.

            São João Paulo II, em seu “Centesimus Annus”, nos alertou que: “O desejo de viver melhor não é ruim, mas o estilo de vida que se presume ser melhor, quando é orientado a ter e não ser, e quem quer ter mais, está errado. não para ser mais, mas para consumir a existência em um gozo proposto como um fim em si mesmo”. Octavio Paz também nos diz que: "o homem não sabe o que fazer com seu tempo; ele se tornou escravo de diversões geralmente estúpidas e as horas que ele não dedica ao lucro as consagra a um hedonismo fácil”.

            No contexto da mentalidade consumista de nossa sociedade está a idéia de que a ação material de possuir uma coisa e usá-la pode resolver todos os problemas e nos libertar de nossa “escravidão”, inclusive de natureza interna. Também o cientista político italiano Antonio Gambino afirma que o termo "consumir" perdeu toda a substância e coincide com uma busca obsessiva de distinguir e se opor aos outros, com uma posse que adquire valor e prazer se você tiver mais do que outros e com exclusão dos demais. Assim vimos o surgimento de produtos e de serviços "exclusivos". A liberdade tende assim a se relaxar na devassidão. Vemos aí que a vídeo-cracia predominante vem atrofiando a capacidade de raciocínio de grande parte da humanidade. E como o cientista político italiano Giovanni Sartori nos diz, o “Homo sapiens” está gradualmente se transformando em “Homo videns”, que vê muito e pensa pouco, e seu mundo é de muitas imagens, mas de poucos conceitos.

            Dessa forma, se continuarmos nesse caminho, as leis da evolução poderão produzir um Homem caracterizado por uma cabeça pequena, que conterá um cérebro minúsculo e subutilizado e olhos brotados gigantescos, com visão de "cinerama", preenchida com uma expressão vacilada e idiota. Além disso, ressalto que várias dessas preocupações atuais sobre o presente e o futuro da humanidade, também as encontramos em vários livros de conhecidos escritores, como em “A civilização do espetáculo”, do peruano Mario Vargas Llosa, e no que o polaco Zbigniew Brzezinski em "Cornucópia Permissiva". Por outro lado, o escritor francês Jacques Attali também afirmou, há alguns anos, que os problemas que atormentarão o homem "exigirão que restauremos a idéia do mal e do sagrado, no centro da vida política". Nessa mesma ordem de idéias, o mexicano Octavio Paz nos diz novamente: "Devemos recuperar a consciência da condição trágica do homem, sempre suspensa, desde o início, entre a vida e a morte, o bem e o mal".

            Ainda hoje está difícil calcular de forma precisa os danos que o coronavírus (Covid-19) está causando na esfera global. São milhares de mortes, a ruptura do sistema de saúde de muitos países atingidos e a crise econômica que já alcança pelas mais diversas camadas sociais e ainda não se sabe, de forma clara e precisa, como ocorreu à mutação do vírus que agora protagoniza um dos mais graves períodos da história da saúde mundial. 

            Este fatídico ano de 2020 é como um trailer de um futuro projetado pela ciência, caso a humanidade não mude sua relação com o nosso planeta. Podemos dizer que o lado bom dessa tragédia é que o atual confinamento da população, por uma questão médica, está servindo como um doloroso alerta para cenários catastróficos que poderão se materializar, casoel essa situação seja irreversível, como no presente processo de aquecimento global...

            Eu peço a Deus que nos conceda que essa tenebrosa pandemia termine o mais em breve possível e espero que, por tudo que vem acontecendo, no fim ela também nos deixe uma Humanidade mais fraterna, mais solidária e mais humanista. Finalizando, recomendo que fiquemos em casa é só sairmos em caso de real necessidade para ir ao supermercado ou a farmácia, usando mascara de proteção, mantendo distância das pessoas que estiverem nesses lugares.  
Alberto R, Fioravanti
1 de julho de 2020