E VOVÔ NÃO É TÃO VELHO ASSIM...
Ao refletir
sobre o tempo que vai passando tão rápido, me lembrei de uma crônica que li há
muito tempo atrás sobre a conversa de um neto com seu avô, um menino muito
esperto e vivo, de 10 anos, quando ele perguntou: “Vovô, quantos anos você tem”?
Ao que o avô, respondeu: - “Bem, deixa-me pensar um pouco para lhe dar uns
dados sobre o tempo em que eu tinha a sua idade... Quando eu nasci e durante toda
a minha infância não havia televisão, vacinas contra a pólio, comidas congeladas,
foto copiadora ou Xerox, e lentes de contato. Não existiam radares, cartões de
crédito, raio laser, skates e nem patins de duas rodas”. Com essas poucas afirmações os olhos do neto se
arregalaram, demonstrando uma grande surpresa.
E o avô continuou: “Também nas casas não
havia ar-condicionado, lavadora ou secadora e as roupas simplesmente eram lavadas
no tanque com as mãos e uma barra de sabão e eram penduradas num varal para secar
sob o sol e ao vento”. “O homem nem havia chegado à lua, e de astronáutica só
se ouvia falar nos filmes de ficção científica como “Flash Gordon” que também
não eram a cores. Os rapazes ou as moças não usavam piercings nem tatuagens”.
Com olhar de grande assombro o neto
continuava atento à narração do avô: - “Nasci antes de inventarem o radio a
pilhas e a cada homem eu chamava de "senhor" e a cada mulher de
"senhora" ou de "senhorita". No meu tempo os pais e
professores ensinavam às crianças a diferenciar entre o bem e o mal, e a sermos
responsáveis pelos nossos atos”. “Eu acreditava que ter um relacionamento, era
dar-se bem com os primos e amigos, e que tempo compartilhado, era quando a
família passava férias juntas”.
E o avô agregava: - “Na minha infância poucas
casas tinham telefone e não existiam telefones sem fio e muito menos celulares.
Naquele tempo eu nunca ouvi falar em música estereofônica, rádio FM, fitas
cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever elétricas nem em calculadoras”. E o avô,
com um sorriso nos lábios seguia contando os fatos de sua infância e agregava: “Computador
não existia e notebook era um livreto de anotações; aos relógios se dava corda
a cada dia e não existia nada digital, nem relógios nem indicadores com números
luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas. E falando em máquinas, não
existiam cafeteiras automáticas, nem micro-ondas, nem rádio-relógio-despertador
e nada de videocassetes ou filmadoras de vídeo, e as fotos não eram
instantâneas e nem coloridas. Havia somente as fotos em preto e branco, e a
revelação demorava vários dias. As fotos coloridas só apareceram muitos anos
depois e sua revelação era muito cara e demorada”. “Nunca havia ouvido falar de
‘McDonald's’, nem de café instantâneo ou leite em pó. Eu pertenci a uma geração
que acreditava no namoro, no noivado e no casamento e que uma senhora precisava
de um marido para ter um filho”.
E avô perguntou: “Agora querido neto, me diga
quantos anos acha que eu tenho”? E o neto, maravilhado, respondeu: - “Hiii...
vovô... você deve ter uns 200 anos”! E
sorrindo o avô lhe disse: - “Não, querido neto, tenho somente 75 anos”! Paz e
Bem!
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