segunda-feira, 13 de agosto de 2018


E VOVÔ NÃO É TÃO VELHO ASSIM...

    Ao refletir sobre o tempo que vai passando tão rápido, me lembrei de uma crônica que li há muito tempo atrás sobre a conversa de um neto com seu avô, um menino muito esperto e vivo, de 10 anos, quando ele perguntou: “Vovô, quantos anos você tem”? Ao que o avô, respondeu: - “Bem, deixa-me pensar um pouco para lhe dar uns dados sobre o tempo em que eu tinha a sua idade... Quando eu nasci e durante toda a minha infância não havia televisão, vacinas contra a pólio, comidas congeladas, foto copiadora ou Xerox, e lentes de contato. Não existiam radares, cartões de crédito, raio laser, skates e nem patins de duas rodas”.  Com essas poucas afirmações os olhos do neto se arregalaram, demonstrando uma grande surpresa.

   E o avô continuou: “Também nas casas não havia ar-condicionado, lavadora ou secadora e as roupas simplesmente eram lavadas no tanque com as mãos e uma barra de sabão e eram penduradas num varal para secar sob o sol e ao vento”. “O homem nem havia chegado à lua, e de astronáutica só se ouvia falar nos filmes de ficção científica como “Flash Gordon” que também não eram a cores. Os rapazes ou as moças não usavam piercings nem tatuagens”.

   Com olhar de grande assombro o neto continuava atento à narração do avô: - “Nasci antes de inventarem o radio a pilhas e a cada homem eu chamava de "senhor" e a cada mulher de "senhora" ou de "senhorita". No meu tempo os pais e professores ensinavam às crianças a diferenciar entre o bem e o mal, e a sermos responsáveis pelos nossos atos”. “Eu acreditava que ter um relacionamento, era dar-se bem com os primos e amigos, e que tempo compartilhado, era quando a família passava férias juntas”.

   E o avô agregava: - “Na minha infância poucas casas tinham telefone e não existiam telefones sem fio e muito menos celulares. Naquele tempo eu nunca ouvi falar em música estereofônica, rádio FM, fitas cassetes, CDs, DVDs, máquinas de escrever elétricas nem em calculadoras”. E o avô, com um sorriso nos lábios seguia contando os fatos de sua infância e agregava: “Computador não existia e notebook era um livreto de anotações; aos relógios se dava corda a cada dia e não existia nada digital, nem relógios nem indicadores com números luminosos dos marcadores de jogos, nem as máquinas. E falando em máquinas, não existiam cafeteiras automáticas, nem micro-ondas, nem rádio-relógio-despertador e nada de videocassetes ou filmadoras de vídeo, e as fotos não eram instantâneas e nem coloridas. Havia somente as fotos em preto e branco, e a revelação demorava vários dias. As fotos coloridas só apareceram muitos anos depois e sua revelação era muito cara e demorada”. “Nunca havia ouvido falar de ‘McDonald's’, nem de café instantâneo ou leite em pó. Eu pertenci a uma geração que acreditava no namoro, no noivado e no casamento e que uma senhora precisava de um marido para ter um filho”.

   E avô perguntou: “Agora querido neto, me diga quantos anos acha que eu tenho”? E o neto, maravilhado, respondeu: - “Hiii... vovô... você deve ter uns 200 anos”!  E sorrindo o avô lhe disse: - “Não, querido neto, tenho somente 75 anos”! Paz e Bem!

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