sexta-feira, 13 de julho de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS VEREADORES!


A IMPORTÂNCIA DOS VEREADORES!



Alberto R. Fioravanti - crônica publicada no jornal "O Diário" de Campos dos Goytacazes em 13/07/2012.

   A campanha eleitoral de 2012 já começou. Muito se pergunta por ai, nas conversas de rua, nas associações e entidades constituídas: para que serve um vereador? É certo que a liberdade de expressão – fez crescer o questionamento em torno das várias instituições e órgãos públicos. No entanto, nenhuma delas tem sido tão crivada pela opinião pública quanto o Legislativo em todos os seus níveis, tanto municipal, estadual e federal.

   Mas será que todos sabem quais são as funções dos vereadores? Como eles estão próximos de nossas comunidades e os vemos com certa frequência pelas ruas da cidade ou na nossa vizinhança, talvez não nos damos conta da sua real importância para o desenvolvimento socioeconômico. Na realidade os vereadores são os responsáveis pela elaboração das leis municipais, como, por exemplo, da Lei Orgânica – uma espécie de "Constituição Municipal", que contém as diretrizes que devem ser seguidas pelos Poderes Executivo e Legislativo e também pelos moradores do município.

   No Brasil, as Câmaras de Vereadores são mais antigas até mesmo que o Congresso da República e as Assembléias Legislativas Estaduais. Lembro que a primeira Câmara foi instalada por Martin Afonso de Souza na capitania hereditária de São Vicente, em 1532.  A Câmara Municipal corresponde ao Poder Legislativo, ou seja, cabe aos seus componentes a elaboração de leis que são da competência do Município (sistema tributário, serviços públicos, isenções e anistias fiscais, por exemplo). A rotina de trabalho de um vereador envolve inúmeras atividades, e são os vereadores quem devem zelar pelo bom desempenho do Executivo e exigir a prestação de contas dos gastos públicos. Os vereadores também devem fazer um trabalho de ponte entre a população e o prefeito, além de fiscalizar o Executivo. Tal recurso consiste em um documento que o vereador envia a prefeitura ou outro órgão municipal solicitando um pedido apresentado por um eleitor, pedidos que podem variar desde a poda de uma árvore até a reforma de uma escola. Cabe ao prefeito ou ao secretário atender ou não à solicitação, sem que para isso precisasse ter sido apresentado algum projeto do vereador.

   Numa câmara municipal o número de vereadores é proporcional à quantidade de habitantes do município. A quantidade de vereadores de cada cidade é estabelecida pela Lei Orgânica do Município, sempre respeitando os limites impostos pela Constituição Federal. Este ano, em Campos dos Goytacazes, 25 vereadores deverão ser eleitos, cabendo aos eleitores escolher, com consciência em quem votar, para assim eleger os mais qualificados para a função e que saibam identificar e dar respostas às necessidades dos munícipes..

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SER JOVEM NO SÉCULO XXI


SER JOVEM NO SÉCULO XXI
Crônica publicada no jornal "O Diário" de Campos dos Goytacazes, em 13 de abril de 2012.

A evolução dos tempos e do Homem é constante, e a juventude de hoje já não é a que era no meu tempo, mas ela é o futuro e a continuação da nossa sociedade.
O que não se via no passado, hoje vemos nossos jovens (menores com idades compreendidas entre 9 e 14 anos ), por exemplo, nos shoppings com o seu celular na mão , fazendo compras como se fossem pessoas independentes, e com autonomia para o fazer. O tabaco e álcool também são sérias ameaças. Os perigos são muitos, e conseguir evitar a droga é quase um milagre, e não se sabe onde se vai parar. Por outro lado é triste ver que a nossa sociedade vê e sabe, mas não toma ações para acabar com as cracolândias que destroem jovens e adultos.
Isso me faz pensar nos valores morais que têm sido perdidos pelas novas gerações, muito disso é provocado pela evolução dos tempos, que corre rapidamente, e pelo real desinteresse dos políticos com a educação. Assim, a mídia nos mostra jovens, cada vez mais jovem, iniciando uma vida de noitadas, povoando os locais noturnos que ficam abertos até alta madrugada, dando inicio precoce a uma vida sexual ativa, sem preocupação e cuidado, e muitos indo para a delinquência. Mesmo quando os pais estão atentos e imponham regras e limites, a revolta se faz ouvir, porque há colegas e amigos que não possuem a obrigação de respeitar essas mesmas regras e limites. A tudo se quer ter acesso, e a tudo se quer experimentar.
Muitos jovens pensam e se expressam: “Se os outros podem, porque eu não posso também?” Muitos pais também desconhecem os locais freqüentados por seus filhos, desconhecem as suas companhias, e desconhecem os seus vícios - estes últimos infelizmente, cada vez mais são usuais para muitos jovens de hoje. Sabemos que em todas as gerações existiu a necessidade de liberdade, de espaço, de afirmação, de expressão e de revolta. Entretanto, hoje os instrumentos que se encontram à disposição, com aquisição facilitada, são mais diversificados e perigosos que antes, e muitos jovens se perdem pelo caminho que deveria de ser saudável e seguro.
Alguns jovens têm a mente mais susceptível à fraqueza e se deixam tentar por influências externas, outros não possuem o apoio e atenção necessária em sua casa. Embora isto não aconteça por deliberada passividade dos pais, mas pela imposição da sociedade em que se vive, fazendo com que pais e mães, pela exigência do trabalho, tenham de se ausentar de casa, cada vez por mais horas e dias seguidos, obrigados a prescindir da companhia dos filhos, para que consigam dar-lhes uma vida condigna. E hoje, a sociedade consumista e material em que vivemos, incita os indivíduos a pensar que nada é suficiente para que se sintam satisfeitos.
Noto que cada vez mais se torna necessário reencontrar um equilíbrio e readquirir valores! Os exemplos que a mídia nos mostra evidencia que é imperativo para os jovens adquirir consciência de que não são as bebidas ou os estupefacientes que lhes darão liberdade, porque essa liberdade não passa de uma simples sensação, tão momentânea quanto passageira, e que não é real. A
única realidade é o desconforto da ressaca, e da dor provocada pela ansiedade e necessidade de satisfazer um vicio que ganha vida própria, exigindo ser alimentado. Seria isso o que chamam liberdade? Ou seria a verdadeira clausura total? Seria isso a alegria de viver? Ou seria apenas um embuste que afasta os nossos jovens da verdadeira alegria de viver?
Ainda bem que há pais e mães que se preocupam em ensinar seus filhos a viverem suas vidas de forma correta, para assim crescerem interiormente com altos valores de cidadania. Mas será que a maioria está preparada para os desafios da sociedade moderna? Oxalá todos os Pais e todas as Mães pudessem interiorizar-se e perscrutar no fundo de suas consciências, onde ficaram os valores dos laços familiares, e deixando-se guiar pelo amor, possam ajudar não só aos seus
próprios filhos, mas também, aos colegas e amigos de seus filhos a vislumbrar um rumo certo, não impondo, mas aconselhando. Não exigindo, mas amando. Não criticando, mas partilhando.
Infelizmente a mídia nos mostra que alguns jovens de hoje mal conseguem viver sua juventude em pleno, sentindo a alegria de ser jovem. Como seria bom se cada Pai e cada Mãe conseguissem ser o PAI e a MÃE que o filho necessita, e que o Amor e a Paz inundassem todos os lares para permitir que todos os jovens possam crescer física e mentalmente saudáveis!
Alberto R. Fioravanti.

terça-feira, 3 de abril de 2012

CELEBRANDO A CAMPOS DOS GOYTACAZES!


CELEBRANDO A CAMPOS DOS GOYTACAZES!

A história do Município de Campos dos Goytacazes é rica de fatos e de temas que dariam motivo para filmes e novelas históricas, mas tristemente, ainda hoje, neste século XXI, ela é desconhecida por muitos campistas. São poucos os que estudam a história do lugar onde vive para saber como se originou, e quais foram os fatos que motivaram o seu desenvolvimento. Muitos lugares nascem, crescem e infelizmente desaparecem, mas felizmente Campos dos Goytacazes veio crescendo sem parar e hoje possui uma história rica de acontecimentos e de personagens de grande valor. Foi a 28 de março de 1835 que a existente Vila de São Salvador foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Campos dos Goytacazes, isto há 177 anos, cuja festividade foi comemorada esta semana.

A efetiva colonização da região começou em 1627, quando o então Governador-Geral do Rio de Janeiro, Martim Corrêa de Sá, doou em 19 de agosto de 1627, algumas glebas da capitania a: Miguel Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antônio Pinto Pereira, João de Castilhos, Gonçalo Corrêa da Sá, Manuel Corrêa e Duarte Corrêa, em reconhecimento pelo heroísmo nas lutas contra os índios e piratas na colonização das terras. Eles eram chamados de “Sete Capitães”, títulos dados e pela participação nas lutas contras os franceses, e dois anos depois tomaram posse da sesmaria, dividiram as terras entre si e em 1633 começaram a levantar currais próximos à Lagoa Feia e à Ponta de São Tomé. Como o numero do gado se multiplicava, começaram a exportá-lo para o mercado consumidor do Rio de Janeiro.

O primeiro curral foi construído em 8 de dezembro de 1633 (há 379 anos), em Campo Limpo, e a 10 de dezembro de 1633 construíram outro na ponta de São Tomé. Dos sete capitães, apenas Miguel Riscado se estabeleceu nas terras recebidas. Os demais alugaram as áreas que lhes cabiam a colonos ou as doaram aos padres jesuítas, carmelitas e beneditinos.

Os frades propuseram ao então Governador do Rio de Janeiro, o General Salvador Corrêa de Sá e Benevides, que acabara de chegar ao Rio de Janeiro com muitos escravos, a doação de terras sob o pretexto de catequizar os índios, e em 1648, conseguiu a doação das terras da Capitania de São Tomé, que, desde 1615, passara a chamar-se Capitania da Paraíba do Sul, para seus filhos Martim Corrêa de Sá e Benevides, Primeiro Visconde de Asseca, e João Corrêa de Sá. O General Salvador Corrêa de Sá fundou um primeiro engenho, e deu-se início ao “Ciclo do Açúcar”, e em 1652 já havia uma povoação com 70 moradores (há 360 anos), representados por João Velho de Azevedo, o Ouvidor de Cabo Frio (há na Câmara, no registro geral de 1740-1749, a carta de confirmação da Capitania ao Visconde de Asseca, em 23 de novembro de 1674). Em poucos anos, a povoação prosperou, e em 29 de maio de 1677, ou seja, há 335 anos, com 150 moradores, foi fundada a vila de São Salvador, em. Uma segunda vila, a "Vila de São João da Praia da Parahyba do Sul" (São João da Barra) com 24 moradores, foi fundada em 8 de junho de 1677.

É bom lembrar que com o crescimento continuo da população local, em 1652 ocorreu à primeira eleição para a formação da Câmara de Vereadores da Vila de São Salvador! Não se pode encontrar nenhuma Ata da época, sendo que a mais antiga é a do ano de 1730, entretanto Júlio Feydit indica que a ata de 1652 havia sido aprovada pelo Ouvidor Geral João Velho de Azevedo, e que os Vereadores (Oficiais do Senado da Câmara) tomaram posse no dia 1 de janeiro de 1653.

Os limites originais da capitania não foram respeitados e os impostos e taxas criados fizeram com que muitos colonos fossem expulsos, e iniciou-se, assim, um longo período de violentos conflitos de terras que envolviam, de um lado, os Asseca e, de outro, os descendentes dos sete capitães e criadores de gado. Foram cem anos de domínio dos Asseca, até que, em 1748, explodiu um levante chefiado pela fazendeira Benta Pereira que, aos 72 anos, a cavalo e armada de pistolas, chefiou o combate, que acabou por derrotar os Asseca.

E o Município de Campos dos Goytacazes continua crescendo, firme e forte, demonstrando uma grande preocupação pelo desenvolvimento social e econômico de seu povo.

sábado, 17 de março de 2012

UM SER VIVO CHAMADO ESCOLA.

Liceu de Humanidades de Campos
A escola ou colégio é um estabelecimento ou instituição de educação. Essa idéia surgiu dos gregos antigos, que se reuniam em praças públicas para praticar filosofia e trocar idéias. Uma escola é formada por diferentes pessoas, desde o diretor, aquele que dirige, aos professores, que ensinam e dão as aulas, aos diversos auxiliares e aos alunos, que estudam e aprendem os ensinamentos passados pelos professores. 
As matérias variam muito, e dependendo da época, do local ou do nível de ensino, incluem
Linguagem, Matemática, História, Ciência, Geografia, Educação Artística, Educação Física, Educação Religiosa, Física, Biologia, Química e outras. Na verdade a escola é um ser vivo que como tal também tem sua data de comemoração: o dia 15 de março. Alguns podem pensar que a escola não merece essa homenagem, por considerá-la um lugar chato, onde se tem de ir por obrigação, com hora marcada de entrada e de saída, e se esforçar para aprender muita coisa tem gente que nem sabe ao certo para que vai servir. Isso poderia parecer verdade, mas há outra maneira de encarar a questão. 
Obrigações fazem parte da vida e todos têm de se acostumar a elas. Os horários determinados vão também existir fora da escola, no mundo do emprego e da família (horário que muita gente não respeita). Por isso, a rotina que a escola estabelece não deixa de ser também um treinamento para a vida futura. Eu só tenho que me orgulhar dos meus pais que me incentivaram a estudar, das escolas que freqüentei e dos professores que me estimularam a entender bem suas matérias. Assim, sejamos os alunos de hoje ou ex-alunos, devemos nos orgulhar de nossas escolas. E eu me orgulho das minhas escolas e em especial do Liceu de Humanidades de Campos. 
Inegavelmente, a escola também é um local que nos possibilita satisfazer muitas das nossas curiosidades a respeito do mundo que está ao nosso redor. Assim, foi na escola que nos fomos conhecer as razões de tudo o que aconteceu no Brasil e no mundo. Aliás, é na escola que uma pessoa passa, a saber, onde fica a cidade, o Estado e o país em que se vive, qual a posição que eles ocupam no mundo e como o mundo se localiza no universo. Sobre o esforço para o aprendizado, por incrível que pareça, ele também tem seus pontos positivos, pois quando se considera que aprender algo que a gente não sabe é uma espécie de desafio para a inteligência de cada um. Quem nunca teve a curiosidade de descobrir qual seria a sua capacidade de resolver os problemas que lhe apareceriam pela frente? 
Pensando bem, muito do que sabemos, devemos à nossa própria escola. Foi nela que aprendemos a ler e escrever um texto, sem o que eu não poderia ter escrito esta crônica e nem vocês a poderiam estar lendo e compreendendo o que agora têm diante dos olhos. Também foi numa escola que os responsáveis pelo surgimento dos computadores e da internet aprenderam matemática. Mas a escola não é somente um espaço de treinamento e aprendizado. Ela também é um local de convivência, onde passamos a conhecer outras pessoas e a fazer muitas amizades.
Sem falar que, na escola, também podem surgir emoções mais fortes, que até se transformam em relacionamentos afetivos, como namorar alguém. Já pensaram quanto tempo passamos na nossa escola? É isto mesmo, grande parte do nosso dia, e lá encontramos os nossos amigos queridos com quem brincamos, conversamos e trocamos confidências. Meus professores, todos os dias, estavam prontos para me ensinar um novo tema. Além de transmitir seus conhecimentos, eles também me aconselhavam quando era necessário. Enfim, a escola era como a minha segunda casa, por isto aproveito “O Dia da Escola” para recordá-la com grande carinho e mostrar a ela todo o meu amor, com saudades no coração.
A escola também deve ser vista como um lugar de diversão e prazer. Aliás, sabiam que é essa a origem da palavra escola? "Escola" vem do grego “skholê”, que significa precisamente "descanso, repouso, lazer, tempo livre", pois, na Grécia antiga, só quem tinha tempo livre, quem não tinha obrigações com o trabalho braçal, podia se dedicar aos exercícios físicos e mentais. Victor Hugo escreveu: “Quem abre uma escola fecha uma prisão”. Assim meus amigos, amemos e cuidemos bem das nossas escolas, respeitemos e valorizemos os nossos professores, e assim não teremos que reformar grande coisa nas nossas prisões.

domingo, 11 de março de 2012

O DIA INTERNACIONAL DA MULHER.


O DIA INTERNACIONAL DA MULHER.

Ontem, 8 de Março, foi o Dia Internacional da Mulher. Foi uma ocasião a mais para as esposas, mães, avós, amigas e namoradas serem presenteadas com um ramo de flor de mimosa pelos seus amigos, filhos, maridos, namorados e netos. Esse período é também uma ocasião ideal para a realização de conferências e encontros destinados a aumentar a atenção do público sobre os direitos da mulher. Inequivocamente, nos últimos tempos a figura feminina galgou novas posições transpondo obstáculos e rompendo com velhos preconceitos.


Esse dia foi instituído em 1911 pela ONU para lembrar a manifestação realizada em 8 de março de 1857, por centenas de operárias que reivindicavam o direito à licença-maternidade, a redução da jornada de trabalho e salários iguais aos dos homens, quando 129 mulheres morreram queimadas em uma fábrica têxtil de Nova Iorque, porque as saídas de emergência estavam bloqueadas pelo lado de fora.


O Dia Internacional da Mulher está assim ligado aos movimentos que buscavam mais dignidade para as mulheres em sociedades mais justas e igualitárias. É bom lembrar que foi a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomaram maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias dessa época eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. E para romper com as antigas estruturas não houve necessidade de se deturpar a imagem feminina, mas apenas salientar seus pontos fortes. Alcançar a liberdade e a igualdade significa respeitar os direitos de cada indivíduo, não se impondo, não se valendo, mas deixando-se valer!


A mulher de hoje não é mais aquela figura mitológica, heroína de fábulas e contos onde as emoções efervesciam ao seu redor. Infelizmente esse encantamento feminino está desvanecido na lembrança de épocas anteriores; hoje ele vem aliado a uma posição real diante das suas expectativas. Hoje vemos as mulheres, em todos os setores, demonstrando sua capacidade e igualdade, sem necessariamente destruir seus dotes naturais. É inegável que as mulheres têm obtido grandes êxitos nas mais diferentes áreas e ocupações; aquelas amarras que impediam a ação da mulher de forma livre e direta já caíram por terra. O valor da mulher é deveras abrangente, e não se resume apenas no fato de ser ela a precursora da família, mas envolve todos os anseios do ser humano para alcançar um ideal de aspirações, sem desfazer daquele elo de magia que envolve a personalidade feminina.


As mulheres de hoje já conquistaram igualdade com os homens, ainda que a luta continue no mundo do trabalho, assumindo posições de destaque na política e na direção de empresas. Entretanto, parece que algumas mulheres estão perdendo parte daquela feminilidade, através da qual ela fez-se tão cantada pelos poetas. A emancipação é algo consciente, humano, e faz parte da evolução interior – mas não a modificação dos dotes da natureza, para não alterar a essência feminina, seu modo de ser e de agir, sem comparações e nem discriminações. Eu aplaudo a igualdade, não pela imposição, mas pela conquista e sem ferir a criação feminina. Homens e mulheres devem caminhar lado a lado para um futuro promissor. Entretanto pelo que ainda se vê na mídia, entristece-me ver que há mulheres que não sabem se valorizar e se deixam explorar.


O "sexo frágil" demonstra capacidade de superar qualquer obstáculo e preconceito, basta olhar ao nosso redor para vê-las como Presidentes de nações, Governadoras de Estados e Prefeitas de Municípios, e mesmo nas forças armadas. O Dia Internacional da Mulher é assim um marco histórico contemporâneo que merece ser comemorado por todos, homens e mulheres.


No contexto das comemorações de 2012, faço uma homenagem a todas as mulheres de verdade, aquelas que são batalhadoras e guerreiras e que jamais se prostram. À noite ou de dia, em casa, nos prontos socorros, nas escolas, lá estão elas correndo com os filhos, dando a vida por eles. Outras, sem filhos, mas com garra e determinação, lutam pela valorização no emprego.


Nesta ocasião dou graças a Deus pela querida mãe que tive e que não é nome de escola, rua ou avenida, mas que para mim está ao lado de tantas heroínas que o mundo já conheceu.

quarta-feira, 7 de março de 2012

MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO


MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO

Junho é um mês festivo. No dia 27 tivemos a festa de Maria, a Mãe do Perpétuo Socorro. Festa daquela mesma Maria que ensinou Jesus a andar e falar, e que é representada por um ícone antiquissímo e de estilo bizantino. A Igreja Ortodoxa a reconhece como a Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão. Esse ícone é venerado em Roma, desde 1865, na igreja redentorista
de Santo Ildefonso, onde estive várias vezes, para onde foi levado para os filhos de Santo Afonso de Ligório de divulgarem o Perpétuo Socorro através de Maria.

Mas não foi em Roma que conheci a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Foi aqui mesmo, em Campos dos Goytacazes, na pequena Capela do Convento dos Padres Redentoristas, onde, a
partir de 1950, minha mãe me levava à missa e ao catecismo. Ali tive o privilégio de ver o pequeno convento transformar-se na magnífica igreja inaugurada em 1955.

A tipologia da “Mãe de Deus da Paixão” está presente no repertório da pintura bizantina desde
muitos séculos. Desde pequeno eu me impressionava com a figura principal do ícone - a mãe de Deus que, cheia de majestade, é destacada ainda mais pelo fundo dourado, e com a estrela de oito raios que brilha sobre sua cabeça. Se essa visão é linda para nós, adultos de hoje, imaginem como é para uma criança. Meu pai sempre me dizia que as estrelas guiavam os navegantes pelos mares, mas que essa estrela na cabeça de Maria nos guiaria sempre no mar da vida, até o dia em
que chegaremos ao porto da salvação, que é Jesus.

Somente quando já adulto observei que à altura da cabeça de Nossa Senhora estão umas letras, “MP ØY”, que são a abreviatura de “Mãe de Deus”, e que resumem toda a sua grandeza - "METER THEOU”. À altura da cabeça do menino Jesus também se vê “IC XC”, que são a primeira e a última letra das palavras gregas “IESOUS CHRISTOS”. E as letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes. Para mim foi impressionante notar que o menino Jesus, embora criança, tem uma expressão de maturidade, como convém a um Deus eterno, mas que olha apreensivo para os instrumentos da sua paixão, apresentados pelos Arcanjos Miguel e Gabriel de um lado e do outro de Maria, segurando a cruz e a lança e a cana com uma esponja na ponta, ensopada de vinagre (Jo 19,29).

Na verdade, a tipologia do ícone é bizantina, mas leva algo novo - o movimento e o olhar assustado do menino Jesus, de cujo pé lhe cai a sandália e ainda mais, é a comovente ternura do rosto da sua mãe. Essa cena nos serve para recordar que somos pecadores e presos a Jesus por um último fio, a devoção a Nossa Senhora. O menino Jesus assustado se agarra à sua mãe, suas mãozinhas apertando a mão de Maria, como pedindo proteção... Nesse momento de aflição, a sandália de seu pé esquerdo se desamarra. Com confiança agarremos também a mão da nossa Mãe do Perpétuo Socorro. Com amor e carinho ela intercederá por nós ante seu filho amado.

O ouro no fundo do ícone vem simbolizar a glória do paraíso, para onde iremos levados pelo Perpétuo Socorro de Maria, que está vestida com uma túnica de cor púrpura, distintivo das virgens no tempo de Maria e com um manto azul escuro, indicação de sua humanidade e que lhe cobre também a cabeça. Os olhos de Maria, grandes e amorosos, estão voltados para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades. Sua boca é pequenina para guardar silêncio e evitar as palavras inúteis. O Menino Jesus, se aconchega aos braços de sua Mãe e os dedos de Maria apontam para o Filho como a indicar “Este é o Senhor Nosso Deus”. Sua mão direita estendida em direção ao menino Jesus mostra sua disposição de ser intercessora por nós junto a seu Filho.

A devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deve-se aos Missionários Redentoristas que a difundiram pelo mundo. Foi em 1996 que sua igreja aqui em Campos dos Goytacazes, se tornou Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde podemos estar perto do ícone, cópia
fiel do que está em Roma. Nesta oportunidade não poderia deixar de recordar dois grandes redentoriatas holandeses que me fizeram conhecer e amar a “Mãe do Perpétuo Socorro”, o Padre Gabriel e o Padre Ambrósio, que hoje certamente estão com Ela no céu.

DOM BOSCO E O FASCINIO DOS MÁGICOS




DOM BOSCO E O FASCINIO DOS MÁGICOS
Crônica publicada no jornal “O Diário” de Campos dos Goytacazes, em
4 de fevereiro de 2012.
No dia 31 de janeiro se comemorou o Dia do Mágico, esse fantástico profissional que é capaz de criar ilusões, levando encantamento e fascinação às pessoas, exercendo um conjunto de técnicas que demonstram um controle oculto. A mágica traz consigo elementos que sugerem ser sobrenaturais onde, segundo o dicionário Aurélio “se pretende produzir efeitos e fenômenos contrários às leis naturais”, daí o seu poder de seduzir as pessoas.

Segundo a história, a comemoração aos mágicos surgiu em homenagem a São João Bosco, o
padroeiro dos mágicos, na data de seu falecimento, em 1888. É interessante destacar que em sua juventude, João Bosco atuou como mágico, malabarista e acrobata, nas feiras locais. Mas o jovem também utilizava suas habilidades artísticas na porta de sua casa, onde atraia a atenção das pessoas e depois as convidava para rezarem o terço, que era seguido de sua alegre pregação. Isso se tornou uma prática constante na sua juventude e ele sempre ganhava novos adeptos.

Desejando fazer-se padre e dedicar-se totalmente à salvação das almas, enquanto trabalhava de dia, João Bosco passava as noites sobre os livros, até que, aos vinte anos de idade, entrou no Seminário, sendo ordenado Sacerdote, aos vinte e seis anos, em 1841. Dom Bosco foi uma pessoa maravilhosa que formou gerações de santos e levou milhares de jovens ao amor de Deus, e sua obra está espalhada pelo mundo. A sua espiritualidade é magnífica, e se expressa como um modo de vida que, tanto no aspecto temporal como no espiritual, educa pelo exemplo.

A espiritualidade salesiana não pode ser vivida em clausura. É próprio dessa espiritualidade reunir as pessoas em família, padres, irmãos e irmãs de vida consagrada, fiéis católicos casados ou não em torno dessa missão de atender, cuidar, educar e amar a juventude.As últimas palavras de Dom Bosco foram: “Façamos o bem a todos e o mal a ninguém”;... “Dizei aos jovens que os espero no Paraíso...”. “Fiz tudo quanto soube e pude pelos jovens, que são o amor de toda minha vida”. A vida de São João Bosco foi um milagre constante e ele conseguiu, sem dinheiro algum, construir escolas e igrejas, uma é a célebre Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora. Em 1934 foi canonizado e em 1988 recebeu do Papa João Paulo II o título de Pai e Mestre da Juventude.

Mesmo sem saber do interesse de Dom Bosco pela mágica, em criança eu ficava fascinado ao assistir apresentações de mágicos famosos, como Fu Man-Chu, Thiany e outros, que vieram à Campos. A partir de 1963, quando fui morar em Niterói, conheci e fiz amizade com muitos mágicos, em especial com Altamirano (Tamir), um mágico aposentado, que teve um excelente show mágico. Hoje um de meus netos, André Luiz, com 10 anos, se diverte com a mágica e quando vamos a Niterói o levo para conversar com Kasimirus, no Campo de São Bento, um argentino residente no Brasil e hábil professor de mágicas. Li muitos livros sobre truques e prestidigitação, e hoje truques e livros são vendidos nas bancas de revista. Os artigos facilitam o aprendizado, mas as mágicas requerem treinamento contínuo para serem bem apresentadas e nunca se deve revelar o segredo para ninguém.

O ilusionismo moderno deve seu desenvolvimento a Jean Eugène Robert-Houdin, um relojoeiro que abriu um teatro de magia em Paris na década de 1840. Dentre os mágicos mais famosos do mundo podemos citar a Harry Houdini, que é ainda considerado como o rei do escape e o maior mágico de todos os tempos. Um grande mágico da atualidade é David Copperfield – que com 19 anos já possuía seu programa na televisão e foi o primeiro mágico a se apresentar na Broadway. Lembro de “Mister M”, um mágico controvertido que mostrava as técnicas dos truques, e David Blane, que inclusive fazia performances de levitação pelas ruas.

É comum confundir a mágica ou ilusionismo com magias, quer são de cunho espiritual e não tem qualquer ligação com as mágicas ou ilusionismo que vemos na televisão ou nos teatros. Podemos dividir a arte mágica em grupos, sejam elas feitas com cartas de baralho, lenços, dados, objetos escondidos, animais, pessoas, moedas, argolas, e outro.

Os mágicos sempre me impressionaram, mas foram os professores quem, desde o jardim de infância, fizeram as verdadeiras mágicas nas salas de aula, para nos ensinar tudo aquilo que necessitaríamos para sermos bons cidadãos e bons profissionais.