27 DE NOVEMBRO DE 2015 - NOSSA
SENHORA DAS GRAÇAS
Alberto
R. Fioravanti
Escrito
em Novembro de 2015.
Hoje é um dia muito especial para mim e não
poderia deixar de escrever sobre ele. Desde que eu era muito pequeno, minha avó
paterna sempre me falava sobre o milagre ocorrido há 185 anos em Paris e foi graças
a minha avó paterna, Heráclita Fioravanti, que passei a entender quem é Maria Santíssima
e passei a ama-la.
Foi num sábado, no dia 27 de
novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de
Paulo, em Paria na França, que Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa
Senhora. A Virgem Santíssima lhe apareceu de pé sobre um globo, segurando com
as duas mãos outro globo menor, sobre o qual aparecia uma pequena cruz de ouro.
Dos dedos das suas mãos partiam raios luminosos em todas as direções e como num
gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor.
Santa Catarina de Labouré relatou assim sua visão: "A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e
me disse no íntimo de meu coração: 'Este globo que vês representa o mundo
inteiro e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre
as pessoas que as pedem.' Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e,
como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra
em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no
qual em letras douradas se lia as seguintes palavras que a cercavam: "Ó
Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".
Santa Catarina de Labouré ouviu então uma voz lhe dizendo: "Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas
as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem
no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem
com confiança". Então o quadro girou, e no verso apareceu a letra
M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo
da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe. O primeiro cercado por uma
coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro
havia uma coroa de doze estrelas. Essa mesma visão se repetiu várias vezes,
sobre o sacrário do altar-mor; e ali Nossa Senhora aparecia, sempre com as mãos
cheias de graças, estendidas e a invocação referida a envolvê-la.
Santa
Catarina de Labouré morreu em 31 de Dezembro de 1876. Seu corpo foi exumado em
1933, sendo encontrado incorrupto, e hoje é exposto à veneração na capela de
sua Ordem, a mesma onde aconteceram as visões, na Rue du Bac, 140, em Paris.
Foi beatificada em 1933 pelo Papa Pio XI e canonizada em 27 de julho de 1947
pelo Papa Pio XII. A Capela Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é um importante
lugar de oração e peregrinação, que atrai inúmeros fiéis, vindos do mundo
inteiro.
Minha
avó sempre me dizia que quando eu fosse a Paris eu deveria ir à Rue du Bac 140, o
que fiz. Posteriormente, sempre e minha família, sempre que íamos a Paris a nossa
visita se dava logo no primeiro dia – a emoção que nos tomava era enorme. Para
quem é católico – e mesmo para quem não é, recomendo que quando forem a Paris
devem fazer uma visita à Capela da Medalha Milagrosa, que está situada perto do
Supermercado “Au Bon Marché”. A Capela é anualmente visitada por um grande
número de pessoas, provenientes de todas as partes do Mundo.
Termino
este artigo, indicando o que eu e Anair consideramos como uma benção de Nossa
Senhora das Graças para nossa família, que foi também num abençoado 27 de
novembro, em 1963, que nasceu nosso filho primogênito, Luís Pierre Augusto.

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