
O DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Ontem, 8 de Março, foi o Dia Internacional da Mulher. Foi uma ocasião a mais para as esposas, mães, avós, amigas e namoradas serem presenteadas com um ramo de flor de mimosa pelos seus amigos, filhos, maridos, namorados e netos. Esse período é também uma ocasião ideal para a realização de conferências e encontros destinados a aumentar a atenção do público sobre os direitos da mulher. Inequivocamente, nos últimos tempos a figura feminina galgou novas posições transpondo obstáculos e rompendo com velhos preconceitos.
Esse dia foi instituído em 1911 pela ONU para lembrar a manifestação realizada em 8 de março de 1857, por centenas de operárias que reivindicavam o direito à licença-maternidade, a redução da jornada de trabalho e salários iguais aos dos homens, quando 129 mulheres morreram queimadas em uma fábrica têxtil de Nova Iorque, porque as saídas de emergência estavam bloqueadas pelo lado de fora.
O Dia Internacional da Mulher está assim ligado aos movimentos que buscavam mais dignidade para as mulheres em sociedades mais justas e igualitárias. É bom lembrar que foi a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomaram maior vulto com a exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos. As operárias dessa época eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais. E para romper com as antigas estruturas não houve necessidade de se deturpar a imagem feminina, mas apenas salientar seus pontos fortes. Alcançar a liberdade e a igualdade significa respeitar os direitos de cada indivíduo, não se impondo, não se valendo, mas deixando-se valer!
A mulher de hoje não é mais aquela figura mitológica, heroína de fábulas e contos onde as emoções efervesciam ao seu redor. Infelizmente esse encantamento feminino está desvanecido na lembrança de épocas anteriores; hoje ele vem aliado a uma posição real diante das suas expectativas. Hoje vemos as mulheres, em todos os setores, demonstrando sua capacidade e igualdade, sem necessariamente destruir seus dotes naturais. É inegável que as mulheres têm obtido grandes êxitos nas mais diferentes áreas e ocupações; aquelas amarras que impediam a ação da mulher de forma livre e direta já caíram por terra. O valor da mulher é deveras abrangente, e não se resume apenas no fato de ser ela a precursora da família, mas envolve todos os anseios do ser humano para alcançar um ideal de aspirações, sem desfazer daquele elo de magia que envolve a personalidade feminina.
As mulheres de hoje já conquistaram igualdade com os homens, ainda que a luta continue no mundo do trabalho, assumindo posições de destaque na política e na direção de empresas. Entretanto, parece que algumas mulheres estão perdendo parte daquela feminilidade, através da qual ela fez-se tão cantada pelos poetas. A emancipação é algo consciente, humano, e faz parte da evolução interior – mas não a modificação dos dotes da natureza, para não alterar a essência feminina, seu modo de ser e de agir, sem comparações e nem discriminações. Eu aplaudo a igualdade, não pela imposição, mas pela conquista e sem ferir a criação feminina. Homens e mulheres devem caminhar lado a lado para um futuro promissor. Entretanto pelo que ainda se vê na mídia, entristece-me ver que há mulheres que não sabem se valorizar e se deixam explorar.
O "sexo frágil" demonstra capacidade de superar qualquer obstáculo e preconceito, basta olhar ao nosso redor para vê-las como Presidentes de nações, Governadoras de Estados e Prefeitas de Municípios, e mesmo nas forças armadas. O Dia Internacional da Mulher é assim um marco histórico contemporâneo que merece ser comemorado por todos, homens e mulheres.
No contexto das comemorações de 2012, faço uma homenagem a todas as mulheres de verdade, aquelas que são batalhadoras e guerreiras e que jamais se prostram. À noite ou de dia, em casa, nos prontos socorros, nas escolas, lá estão elas correndo com os filhos, dando a vida por eles. Outras, sem filhos, mas com garra e determinação, lutam pela valorização no emprego.
Nesta ocasião dou graças a Deus pela querida mãe que tive e que não é nome de escola, rua ou avenida, mas que para mim está ao lado de tantas heroínas que o mundo já conheceu.
Esta crônica foi publicada no dia 9 de março no jornal "O Diário", de Campos dos Goytacazes, RJ
ResponderExcluir