terça-feira, 3 de abril de 2012

CELEBRANDO A CAMPOS DOS GOYTACAZES!


CELEBRANDO A CAMPOS DOS GOYTACAZES!

A história do Município de Campos dos Goytacazes é rica de fatos e de temas que dariam motivo para filmes e novelas históricas, mas tristemente, ainda hoje, neste século XXI, ela é desconhecida por muitos campistas. São poucos os que estudam a história do lugar onde vive para saber como se originou, e quais foram os fatos que motivaram o seu desenvolvimento. Muitos lugares nascem, crescem e infelizmente desaparecem, mas felizmente Campos dos Goytacazes veio crescendo sem parar e hoje possui uma história rica de acontecimentos e de personagens de grande valor. Foi a 28 de março de 1835 que a existente Vila de São Salvador foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Campos dos Goytacazes, isto há 177 anos, cuja festividade foi comemorada esta semana.

A efetiva colonização da região começou em 1627, quando o então Governador-Geral do Rio de Janeiro, Martim Corrêa de Sá, doou em 19 de agosto de 1627, algumas glebas da capitania a: Miguel Maldonado, Miguel da Silva Riscado, Antônio Pinto Pereira, João de Castilhos, Gonçalo Corrêa da Sá, Manuel Corrêa e Duarte Corrêa, em reconhecimento pelo heroísmo nas lutas contra os índios e piratas na colonização das terras. Eles eram chamados de “Sete Capitães”, títulos dados e pela participação nas lutas contras os franceses, e dois anos depois tomaram posse da sesmaria, dividiram as terras entre si e em 1633 começaram a levantar currais próximos à Lagoa Feia e à Ponta de São Tomé. Como o numero do gado se multiplicava, começaram a exportá-lo para o mercado consumidor do Rio de Janeiro.

O primeiro curral foi construído em 8 de dezembro de 1633 (há 379 anos), em Campo Limpo, e a 10 de dezembro de 1633 construíram outro na ponta de São Tomé. Dos sete capitães, apenas Miguel Riscado se estabeleceu nas terras recebidas. Os demais alugaram as áreas que lhes cabiam a colonos ou as doaram aos padres jesuítas, carmelitas e beneditinos.

Os frades propuseram ao então Governador do Rio de Janeiro, o General Salvador Corrêa de Sá e Benevides, que acabara de chegar ao Rio de Janeiro com muitos escravos, a doação de terras sob o pretexto de catequizar os índios, e em 1648, conseguiu a doação das terras da Capitania de São Tomé, que, desde 1615, passara a chamar-se Capitania da Paraíba do Sul, para seus filhos Martim Corrêa de Sá e Benevides, Primeiro Visconde de Asseca, e João Corrêa de Sá. O General Salvador Corrêa de Sá fundou um primeiro engenho, e deu-se início ao “Ciclo do Açúcar”, e em 1652 já havia uma povoação com 70 moradores (há 360 anos), representados por João Velho de Azevedo, o Ouvidor de Cabo Frio (há na Câmara, no registro geral de 1740-1749, a carta de confirmação da Capitania ao Visconde de Asseca, em 23 de novembro de 1674). Em poucos anos, a povoação prosperou, e em 29 de maio de 1677, ou seja, há 335 anos, com 150 moradores, foi fundada a vila de São Salvador, em. Uma segunda vila, a "Vila de São João da Praia da Parahyba do Sul" (São João da Barra) com 24 moradores, foi fundada em 8 de junho de 1677.

É bom lembrar que com o crescimento continuo da população local, em 1652 ocorreu à primeira eleição para a formação da Câmara de Vereadores da Vila de São Salvador! Não se pode encontrar nenhuma Ata da época, sendo que a mais antiga é a do ano de 1730, entretanto Júlio Feydit indica que a ata de 1652 havia sido aprovada pelo Ouvidor Geral João Velho de Azevedo, e que os Vereadores (Oficiais do Senado da Câmara) tomaram posse no dia 1 de janeiro de 1653.

Os limites originais da capitania não foram respeitados e os impostos e taxas criados fizeram com que muitos colonos fossem expulsos, e iniciou-se, assim, um longo período de violentos conflitos de terras que envolviam, de um lado, os Asseca e, de outro, os descendentes dos sete capitães e criadores de gado. Foram cem anos de domínio dos Asseca, até que, em 1748, explodiu um levante chefiado pela fazendeira Benta Pereira que, aos 72 anos, a cavalo e armada de pistolas, chefiou o combate, que acabou por derrotar os Asseca.

E o Município de Campos dos Goytacazes continua crescendo, firme e forte, demonstrando uma grande preocupação pelo desenvolvimento social e econômico de seu povo.

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