quarta-feira, 13 de maio de 2020


13 de MAIO – DIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA.

Nossa Senhora de Fátima ou, formalmente, Nossa Senhora do Rosário de Fátima, é uma das invocações marianas atribuídas à Virgem Maria e que surgiu com base nos relatos das aparições reportadas por três pastorzinhos no lugar da Cova da Iria, na freguesia de Fátima, em Portugal.
De acordo com os testemunhos das três crianças videntes de Nossa Senhora, a primeira aparição da Virgem Maria ocorreu no dia 13 de maio de 1917 e a aparição repetiu-se durante seis meses seguidos, sempre no dia 13 (excetuando-se o mês de agosto, em que ocorreu a dia 19), até 13 de outubro de 1917.
aparição identificou-se como sendo "a Senhora do Rosário", tendo sido, por esse motivo a combinação dos seus dois títulos, dando origem a Nossa Senhora do Rosário de Fátima.  Assim fiéis do mundo inteiro estão celebrando nesta quarta-feira, 13 de maio, o Dia de Nossa Senhora de Fátima mas em casa, sem romarias ou idas à igreja em decorrência da pandemia de coronavírus.
Ainda assim os católicos mantêm sua inabalável a fé em Nossa Senhora que revelou à humanidade três grandes segredos há mais de um século. A aparição de Nossa Senhora em Fátima é marcada por um grande convite do ser humano à conversão e à oração. E essa mensagem é sempre nova, ela nunca vai cair, ela nunca vai sair de moda. Essa revelação feita aos três pastorzinhos em Fátima foi a última até então pública da mãe de Jesus para toda a humanidade. Antes, Nossa Senhora já havia se manifestado em Lourdes, na França, e no Brasil, na pesca milagrosa nas águas do Paraíba, em São Paulo, onde Nossa Senhora ganhou o nome de Aparecida.
 A devoção a Nossa Senhora de Fátima no Brasil tem uma forte incidência também no fator cultural, que une o Brasil a Portugal, além da própria língua portuguesa que facilita o diálogo. Infelizmente, neste período de pandemia da corona-vírus, as igrejas que têm Nossa Senhora de Fátima como padroeira em todo o mundo se esforçam para viabilizar comemorações com missas virtuais.
Depois de passado mais de um século da aparição da mãe de Jesus aos três pastorzinhos em Portugal, a Igreja já tornou público o conteúdo das três grandes mensagens reveladas às crianças Lúcia, Jacinta e Francisco em seis aparições, entre os meses de maio de 1917 e outubro do mesmo ano. Mas o teor delas ainda continua despertando curiosidade sobre o realmente teria sido revelado pela santa na aparição. A terceira parte do segredo, a que mais demorou a ser revelada, foi mostrada aos pastorzinhos em 13 de julho de 1917 na Cova da Iria, na cidade de Fátima.
Das três crianças que viram a “senhora mais brilhante que o sol”, Lúcia, com 10 anos, foi a única que sobreviveu até a velhice. Foi ela quem passou por escrito o que teria sido mostrado por Maria. Francisco e Jacinta morreram ainda muito pequenos, ele com 10 anos, em 1919, e ela com 9 anos, em 1920.  Ambos vítimas da epidemia de gripe espanhola.
Dedicada à vida religiosa, Lúcia transcreveu tudo o que sabia dos segredos sob a ordem da Igreja. O primeiro deles seria uma visão do inferno. O segundo, um pedido ao culto ao imaculado coração de Maria e à conversão da Rússia, que estava em guerra no momento. A negação poderia levar a novo grande combate, que foi a Segunda Guerra Mundial.
As aparições em Fátima aconteceram numa época difícil, a da Primeira Guerra Mundial. Elas foram manifestações privadas e, de um modo geral, podemos dizer que todas as aparições de Maria se dão num momento difícil da história da humanidade. Foram manifestações aos pobres, aos pequenos, e aos sofridos. Lúcia ainda recebeu mais uma aparição, após a morte dos irmãos, quando ela já estava na fase adulta.
A terceira e última mensagem, porém, a já irmã Lúcia pediu que só fosse revelada após 1960. A Igreja Católica, então, só mostrou o conteúdo no ano 2000.  À época, o papa João Paulo II enviou a Portugal o secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, dom Tarcísio Bertone, para ouvir Lúcia sobre a interpretação do segredo e perguntou à irmã por que 1960 foi o ano escolhido para abrir o envelope. Irmã Lúcia, então respondeu que não foi Nossa Senhora quem pediu essa data, mas que foi ela que colocou a data de 1960, porque, segundo sua intuição, antes de 1960 não se perceberia. “Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao papa”, disse.
A mensagem foi interpretada como o  atentado que papa sofreu em 13 de maio de 1981, data em que se comemoraram 64 anos da primeira aparição. Para a Santa Sé, não há dúvidas que o bispo vestido de branco, seguido de outros religiosos, subindo uma montanha escabrosa, entre ruínas, era João Paulo II. Desde então, a coroa de Nossa Senhora de Fátima ganhou a imagem da bala que atingiu o papa, como lembrança do milagre que teria acontecido.
Segundo o bispo dom Geovane, se for levado em consideração todo o contexto das aparições, as mensagens de Nossa Senhora em Fátima são calorosas, e não devem ser interpretadas de outra maneira.  “O eixo central da mensagem da nossa senhora em Fátima é conversão, é mudança de vida. A conversão é um caminho de conversão e de felicidade”, disse.

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